amar é caminhar junto
… o problema foi quando o motorista do ônibus dela avançou o sinal, e logo em seguida veio a curva que separaria (momentaneamente) nossos caminhos. Foi super divertido, meu ônibus na pista central e o dela na pista lateral, e entre algumas paradas que se coincidiram, alguns “tchaus” à distância, me fizeram sorrir como um bobo de tão apaixonado e feliz, talvez as pessoas nos outros acentos não entendessem nada.
Lá estava eu, me esforçando para ver minha namorada, a irmã e nosso amigo conversando, e ela também se esticando para conquistarmos ao menos mais alguns breves contatos, mesmo que de longe. De certo é que aquele breve momento entre a porta do trabalho dela e o ponto de ônibus, seguido de nossos acenos à distância me preencheram de tanta paz, que me fez reforçar em minha mente que nossos caminhos definitivamente estão, e assim queremos que continuem, unidos, um só. Nosso caminhar é repleto de amor, em cada encontro, em cada beijo, cada carinho, cada surpresa e presente, cada noite juntos, cada olhar ou conversa por telefone. Acompanho-me daquela que me preenche de profunda felicidade.
E nada melhor do que isso para concluir um dia agradável, cheio de surpresas e alegrias. Então, porque não agradecer? Agradeço pelas surpresas e alegrias ao longo do dia de hoje. E desejo que esse amor esteja sempre presente em nossos corações e mentes. Minha moreninha linda, eu te amo. Que assim seja.
=)
Filed under: mundo, pessoal | 4 Comments
Tags: amor, descoberta, devaneio, eu, felicidade, pessoal, realidade, Rio de Janeiro, sonho, vida
leitura completa
Fico muito feliz ao terminar de ler um livro. Mesmo sendo para mim uma tarefa árdua, que geralmente leva tempo, mas sempre acho muito gratificante completar uma leitura. Tarefa que me gerou certo trauma de infância, não um trauma, mas uma obrigação com a qual não concordava, pois acredito que leitura deve ser acompanhada de prazer, interesse e aprendizado.
Aproveitei mais uma sexta-feira à noite esperando a namorada sair do trabalho no CCBB para enfim, investir na leitura e terminar um ótimo livro. Para mim não poderia haver leitura melhor e mais apropriada ao momento atual. Meu momento de busca, de reflexão, de repensar minha posição, meu ser, meu lado profissional e meus ideais. Meu momento é de tentar me reencontrar, entre revoltas profissionais, aonde não mais concordo com posições na empresa e no curso, definitivamente cheguei a conclusão de que não me encaixo. E isso é ótimo. É bom saber que ainda posso respeitar meus ideais, que mesmo inserido num contexto com o qual não mais me sinto bem, eu consigo, na medida do possível, me manter íntegro, confiante da minha posição, e acredito muito mais em potencial, em valores que vão além do certo e errado, e além de mandos e desmandos e vontades e desejos pessoais (de outros), tento me manter firme, mesmo que para isso tenha que bater de frente.
O livro a que me refiro é “Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios”, de C. Wright Mills. O autor analisa a sociedade e defende a não separação entre vida e trabalho, não sepração entre trabalho e lazer, falando sobre a pureza e ofício artesanal, sem entrar em detalhes ou coisas específicas, mas entra no estado comportamental e social. Analisa filosoficamente a sociedade, sociedade de consumo, e trata também sobre o ofício de pesquisa intelectual, metodologia e organização de pesquisa, tese e desenvolvimento de raciocínio. Pode parecer meio complexo, mas o autor trata tudo tão naturalmente que fica tudo muito claro. Para mim um achado. Recomendo.
A sociedade humana, em suma, deveria ser construída em torno do artesanato como a experiência central de um ser humano não alienado e a própria raiz do livre desenvolvimento humano. A maneira mais frutífera de definir o problema social é perguntar como semelhante sociedade pode ser construída. Pois o mais elevado ideal humano é: tornar-se um bom artesão. (Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios, de C. Wright Mills)
Filed under: comportamento, pessoal | Leave a Comment
Tags: auto-conhecimento, auto-reflexão, comportamento, descoberta, devaneio, felicidade, percepção, pessoal, sonho, vida
reverberar
Reverberando entre caixas altas e baixas, palavras perdem sentido, letras perdem caminhos entre linhas, sem objetivo. Mesmo que sigam uma direção, é somente mais um dos vetores que compõem um movimento, e movimento nem sempre é explicável ou algo que valha se parar para analisar, nem que seja friamente, depende sempre do referencial.
Letras em novas fôrmas, mas essas não são mais rígidas e pesadas, a forma já não segue mais a função ou representação simplificada de formas e objetos reais, já não ganham corpo como antes, hoje já não passam mais o registro e memória de outrora, alguns até parecem acompanhar e incorporar a gordura da sociedade de consumo, alimentando-se nos fast foods, em cidades cheias de letreiros, painéis e neons à fora.
Ponto, ponto, ponto. Cada sinal gráfico vibra na superfície estática, estética asséptica, mas não imune às ondas tensas que cercam nosso contexto. Reverberam foscas ou brilhantes, esvaídas ou cintilantes, espelham nossa cara de pau diante dos fracassos. As palavras não sabem dizer o que a mente não é capaz de deduzir por si só. A atitude vai da consciência, da mente, coração, do ato, … e não da ferramenta ou instrumento. www, a grande arte de dizer e dizer, e dizer que não dizer, e no fim nada dizer, de nada, e é tão óbvio, e é tão banal, e é tão constante quanto a vida vazia que levamos viralizando links nos micro-blogs da esfera virtual, nosso novo lar, aonde podemos nos encontrar no tanto que nos perdemos. Essa sim, uma superfície luminosa, mas nem sempre iluminada, é assepticamente suja e contaminada, de alguns valores vazios, de conceitos inacabados, de transformações, transgressões, transmutações, de sexos trocados, de falta de sexo, de falta de caráter, moral, falta de amor, de surgimento de novos amores, de recortar e encurtar distâncias ou de enxertar ainda mais distância, informações inválidas, informações trocadas, essa página expirou.
Cada signo gráfico vibra, na cabeça, na ponta do instrumento, na superfície escrita e até mesmo na superfície vazia. Espaçam-se valores, escondem-se rancores, recolhem-se amores. E a vida, que sempre brotou a cada germinar no verde, a cada gota de chuva caída do céu que chora oras de felicidade, oras de tristeza, lá está, firme e confiante, enquanto houver esperança. Cada signo, cada letra, cada parte desse todo, que às vezes nem em conjunto parece fazer sentido se perde ao ponto de não ter mais ponto, pontuação, sem ter barreira, limite, em uma busca ininterrupta, incoerente, inconsequente, insana, por alcançar algo que nem sabemos o que é, e a fase cresce, o sentido se perde, a agonia aumenta, a tensão aumenta, o desespero aumenta, os olhos não se cabem em piscar, o abismo parece cada vez mais próximo, uma mão, duas mão, centenas de corpos e mão atolando-se fazem pressão para abrir a porta do vagão que desemboca nesse abismo tenso do grito do povo de que é devoto ou não de santos, mas que tenta se agarrar em forçar para sentir mais do que só o vento no rosto, o vento seco, o sol ardendo e lá em baixo tão distante, tão profundo, o caminho se abrir, sabe-se lá para onde vai dar, e o relógio acelerado, como mil corações batendo no peito que não se cabe em si e … silêncio. (ponto final) … Desemboca novamente no nosso próprio e pequeno eu, que será cultivado em valores, palavras, gestos, signos, amores, que terá nova chance, de fazer, de se perder ou se achar, de escolher.
Filed under: comportamento, mundo, pessoal | 2 Comments
Tags: auto-reflexão, caixas, crise, dúvida, descoberta, desconexo, devaneio, escolhas, grito, inconformismo, instigado, lúdico, percepção, pessoal, tensão, visceral
voltando a ativa
Fiquei muito feliz recentemente por rever um grande amigo. Depois de tento tempo sem nos vermos, nem mesmo nos tradicionais almoços fugindo do expediente de trabalho, conseguimos tirar um tempinho, em uma semana que voltava a ficar um pouco mais tranquila. E foi bom. Além de rever a colorida e vibrante exposição dos Gêmeos no CCBB, botamos um pouco o papo em dia, vida, trabalho, planos, e um lanche pra tampar o buraquinho no estômago.
Conseguimos reestruturar um projeto que estava parado, mas não morto. Chutei um pouco de lado o curso e resolvi que precisava tocar coisas mais legais na minha vida. Entre novas e entusiasmadas encomendas de cadernos, finalmente terminei de montar meu pôster do Marilyn Manson pra pregar na parede e achei que era hora de me permitir esses momentos, de trabalhar no que sei que é digno e me faz bem que é de verdade. E assim, entre pesquisas e experimentações se reergue o site da Consciência Alternativa.
Nosso sonho e iniciativa dessa galera criativa e série volta agora com força total. Consciência Alternativa é mais que um site, é uma espécie de zine virtual para falar da cena underground carioca, falando de músicas e bandas, arte, poesia, etc. E foi muito bom passar esses 2 dias mexendo na estrutura e remodelando o layout e hoje o site está no ar. Falta só acertar pequenos detalhes, que a equipe está na ativa, fervilhando de novas matérias para publicar.
Galera, fico muito feliz de poder voltar com um projeto tão legal.
Por esses dias devemos acertar algumas coisas e assim que o site estiver definitivamente no ar, eu coloco o link aqui.
E saudades de vir e publicar no meu blog também. Voltarei, esperem. =)
Filed under: mundo, música, pessoal | 4 Comments
Tags: auto-conhecimento, comportamento, descoberta, escolhas, eu, felicidade, lúdico, música, mudança, pessoal, punk, revolução, Rio de Janeiro, sonho, visceral
publicidade no mundo da lua
Não diria que todos, mas a maioria dos estímulos que recebemos ao longo do nosso dia-a-dia, sejam visuais, táteis, sonoros, e às vezes até mesmo gustativo e olfativos, sejam fruto da publicidade. Infelizmente é assim, escolhendo ou não, somos bombardeados e entubados por preços, promoções, ofertas, novidades e “revoluções” que “precisamos ter”, e nos forçam a crer que sim, nós precisamos. E o pior, grande parte dessa enxurrada de propaganda é de péssima qualidade, sem falar no mal gosto.
Mas o que já teve seu charme e vanguarda, hoje não passa de grande maioria de “propaganda à varejo”. Não estou aqui querendo me referir somente aos anúncios de varejão, estou justamente dizendo que as propagandas em geral, mesmo o que é considerado o filé, puro suco, tem se tornado produto padrão de prateleira. Me refiro ao modo como a publicidade é pensada e feita hoje em dia, esse modo de proceder, fica muito a desejar, e vemos isso todos os dias. Agências pegam grandes contas, empresas anunciantes confiam nessas agências de grande nome e/ou “tradição”, e o que se vê são publicitários em seus clubinhos lançando peças para concorrer a prêmios da área, sem se preocupar muito com o foco que é anunciar e se comunicar com o público.
Há algum pouco tempo atrás, estava sendo veiculada uma propaganda de carro na televisão. Era um anúncio de queda de preço dos veículos, ou algo do tipo, mas os preços eram tão “convidativos” (segundo a propaganda) que foram anunciar na Lua (sim, lá mesmo, aonde provavelmente ninguém vá precisar de carro). Achei super estranho, mas enfim. Outro dia no carro com minha mãe, na rádio veio um spot de anúncio da mesma marca de veículos, e com a mesma temática, aquela voz, meio distorcida como vinda de um comunicador, e o cara falando que estava na Lua para anunciar a mega promoção do preço do carro. Fiquei imaginando, precisavam bolar uma ideia tão absurda ou superficial para falar que baixou o preço do carro? Mandar um cara à Lua para anunciar isso?
O que é esse comercial de supermercado onde uma mulher (de verdade) interage com um bebê (ilustração digital) e o bebê solta um pum? Nem se fosse um bebê bonitinho seria fofinho, é nojento.
E mais e mais vezes, quantas e quantas propagandas de cerveja superficiais e vazias, mulheres bonitas pra cá, mulher bonitas pra lá, redondo, frescura, bar, final de semana, balada, parece que todo dia é dia e todo lugar é lugar. Se for reparar nesses comerciais, a maioria é em bar e é sempre luz do dia, e nunca é cara de final de semana, ou seja, ninguém trabalha, ou é na praia. Agora “o preço é uma merrequinha… é nadica de nada”. Volta e meia lançam uma lata maior, uma lata menor, uma garrafa maior, uma garrafa menor, um rótulo especial… e o produto em si? Não tem novidade alguma, ou devem estar querendo esconder ou não deixar que as pessoas percebam que tem mais água que outra coisa. Ainda bem que não bebo, rs.
A ideia publicitária, nesse caso é que foi para o mundo da Lua mesmo. E o pior, saber que uma marca anunciante paga milhões para agências criarem campanhas desse tipo. É o sinal da falta de criatividade dessa galera de criação. Esses caras ganham contas muito altas, viram noites e noites, lidam com comportamento e contato com público de milhões de pessoas. É uma responsabilidade enorme estabelecer estabelecer essa comunicação de marca com seu público, e simplesmente, em alguns casos parece que estão desrespeitando ou chamando esse público de burros, sem cultura, ou achando que eles engolem qualquer propaganda ou produto, só porque tem um jingle que gruda na cabeça ou comercial com modelos lindas, ou piadinhas apelativas.
Bom seria se produtos e serviços simplesmente pudessem ser e existir sem a necessidade de publicidade. Ou melhor, alguns realmente não precisam, então porque forçar a barra para anunciá-los, ainda por cima de forma errada?
Mas existem casos que se salvam nessa selva de falta de criatividade, ainda bem.
Filed under: comportamento, economia, mundo, publicidade | 5 Comments
Tags: comportamento, crítica, crise, desconexo, economia, educação, escolhas, falsidade, inconformismo, lixo, mundo, publicidade, realidade
estressados anônimos – dia 1
Venho deixar meu testemunho do primeiro dia de novas atitudes para tentar mudar meu comportamento.
Depois desses dias me estressando tanto, muito triste, para baixo (como exposto um pouco nos posts anteriores), resolvi que era hora de tomar alguma atitude para repensar minha situação. Compreendi que não poderia mais continuar assim, me rebaixando, me estressndo, me aborrecendo, cultivando o pessimismo à minha volta, me prejudicando, isso tudo é muito ruím, e gruda, acumula. Então coloquei na cabeça que hoje tentaria não me estressar, não me aborrecer. Ou melhor, tentaria rir um pouco mais, curtir um pouco mais, me preocupar menos, mas sem forçar a barra ou ficar na cabeça com “hoje não posso me estressar”, pois isso iria criar uma meta e compromisso que talvez se tornasse uma coisa obsessiva, e não iria adiantar de nada, viraria outro problema.
Passei uma manhã tranquila, levando o trabalho (mesmo que pouco tivesse para fazer), fiquei escutando muita música, procurando e relembrando coisas curiosas e divertidas, procurando conhecer coisas que já despertavam minha curiosidade. Acho que foi uma sessão musical das mais variadas e divertidas que já parei para ouvir, e foi muito, muito bom. Sorri mais, brinquei mais, curti mais, e pouco me importei com coisas pequenas. Nada estava realmente sendo uma grande farpa ou cisco nos olhos que pudesse me tirar do sério. Tentei me preocupar menos e isso funcionou bem.
Só agora de noite, que um momento de cair a ficha e mostrar serviço fez me aborrecer um pouco. Mas como já havia passado um dia quase inteiro de relativa paz, acabei deixando que um pouco de explosão fluísse, acho que foi necessário. Infelizmente foi necessário, mas bate um arrependimento, uma coisa que não é legal. Enfim, explodi, me contive um pouco, o necessário, mas explodi também um pouco. Confesso que chutei uma porta de elevador e num desespero interno coloquei a cabeça pra fora da janela e soltei um grito-eu-não que precisava se libertar, precisava aliviar.
Mas mesmo com essa recaída no final, e com o cansaço enorme que sinto no momento, sinto que foi um dia mais positivo, que o saldo foi bom. Me fez ver que é possível, me fez voltar a acreditar.
Agradeço muito a quem veio, leu e comentou, que têm me dado força. Agradeço minha namorada e amigos. Agradeço por existir música, por existir alegria, por existir essa energia positiva que pode nos preencher quando precisamos.
Valeu, vou experimentar isso nos próximos dias. =)
Filed under: comportamento, pessoal | 6 Comments
Tags: amor, auto-conhecimento, auto-reflexão, caixas, comportamento, crítica, crise, dúvida, descoberta, desconexo, devaneio, escolhas, eu, felicidade, grito, humano, inconformismo, música, mudança, mundo, percepção, pessoal, revolução, sonho, tensão, vida, visceral
dureza da vida
Cada balde de água na cara que a gente recebe às vezes, né?!
Esses dias tem passado um turbilhão de coisas na cabeça. Queria muito repensar e rever meu comportamento, mudar, ser diferente, ter mais força e reclamar menos das coisas. Sinto saudade de uma certa pureza, da inocência, da ingenuidade, da felicidade verdadeira.
Tenho sentido medo, e às vezes sinto falta de ter mais medo. É estranho. Tenho criado uma certa “bolha” de isolamento, algumas respostas e comportamentos sempre prontos para rebater situações com as quais não concordo, por não achar dignas ou justas. Infelizmente isso ganha proporções, e às vezes pequenos fatos insignificantes, tomam proporções desnecessárias.
Tenho me tornado frio e duro, distante, reclamão e chato, nervoso. Sinto falta de ser carinhoso e ingênuo em certas situações, em ser inocente. Sinto falta de conversas com amigos, de falar de amor, sinto falta de ouvir e compartilhar música, de divagar sobre a vida, de dar e receber conselhos, de me preocupar menos. Sinto falta de ser mais sensível, de ver o mundo mais colorido e bonito, de dar abraço, de fazer e ouvir elogios. Queria voltar a ser, ou ser o que ainda não fui, ser mais coerente, voltar a pensar em justiça que não seja só equilíbrio de valores, mas equilíbrio de paixão, amor, sinceridade, voltar a ser sensível, se sorrir, de ter a pureza feliz ao meu lado, de ter a liberdade de pensar, ser e agir. Queria sentir a liberdade do amor e da felicidade, um ser gay, multi, plural, livre de tudo, sem barreiras, sem amarras, repleto de boas vibrações e energias, ser algo que somente ser já basta. Queria ser menos duro, menos racional, deixar que o emocional, forte em mim, não tenda para o pessimismo ou o “lado negro da força”.
Tentarei fugir um pouco dessa minha frieza, da dureza da vida. Quero ao menos tentar, mudar e ser. E voltar a ser.
Filed under: comportamento, pessoal | 5 Comments
Tags: auto-conhecimento, auto-reflexão, comportamento, crítica, crise, dúvida, descoberta, desconexo, devaneio, escolhas, eu, felicidade, grito, humano, inconformismo, inocente, instigado, mudança, percepção, pessoal, punk, sonho, tensão, vida, visceral
caras como eu…
Não queria, mas algumas marcas são inevitáveis de aparecer.
Não sabia, mal imaginava que um dia deixasse me entregar tanto.
Tudo tem um começo, e nem sempre dá para fechar a válvula de escape.
E não dá para engolir e guardar todos os sapos no sótão.
Um vírus que se espalha rápido, que aproveita brechas abertas para instigar mais e mais.
Entrega, cabeça fraca, quando explode chega a ser feio, machuca quem não deve.
Mal exemplo, distancia, às vezes corta relações importantes, laços.
Um círculo vicioso, a auto-destruição se retro-alimenta e cresce.
“Caras como eu estão ficando velhos”. Estou ficando chato, insuportável.
Andando em marcha ré, tomando a contra-mão, descendo ladeira à toda velocidade.
Sem freio, sem margens, entorpecido em ódio, sem sentir as farpas no primeiro momento.
Ainda acabo só, abandonado, como os grandes elefantes brancos.
Ficando velho, ficando frio, violento e distante, triste.
Perdendo as esperanças, me entregando.
Me tornando o que não queria, o que não acredito.
Não acredito mais … em mim, infelizmente.
Filed under: comportamento, pessoal | 5 Comments
Tags: auto-conhecimento, auto-reflexão, comportamento, crítica, crise, desconexo, devaneio, escolhas, eu, grito, humano, inconformismo, instigado, lixo, mudança, percepção, pessoal, punk, realidade, revolução, tensão, vida, visceral
impaciente e indeciso
“Tenho andado distraído, impaciente e indeciso…” “Quero me encontrar, mas não sei onde estou. Vem comigo procurar algum lugar mais calmo. Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. Tenho quase certeza que eu não sou daqui.”
(”Quase sem querer” e “Meninos e meninas” – Legião Urbana – Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá)
É assim que tenho me sentido.
Filed under: comportamento, música, pessoal | 1 Comment
Tags: auto-reflexão, eu, música
ouvir é sentir
Outro dia comentei com alguém que estava doido para arrumar um tempinho para voltar a ouvir música, algo que não faço com vontade há muito tempo, parar para curtir música. Tanto que meu i-pod ficou um tempinho guardado e a bateria arriando. Esses dias voltei a ouvir e procurar bandas que curto, como foi bom abrir a velha conhecida página do Trama Virtual. Me reencontrei, lembrando momentos e noites frenéticas baixando músicas de bandas com nomes estranhos.
Quando cansa de ouvir as mesmas músicas na rádio, volta e meia tem ressurgido algumas clássicas aqui no trabalho, cada um colocando sua lista para tocar. Sempre é muito divertido. Esses dias tenho ficado com algumas músicas dos Los Hermanos na cabeça, e me pego cantando por aí . Cheguei hoje no trabalho e me deu uma vontade louca de ouvir Caetano, sei lá, tem um frescor e uma paz, um desprendimento, uma coisa natural na música dele, eu gosto muito.
O que dá para ser no dia-a-dia é colocar um fone nos ouvidos e apertar o play, deixar um fundo musical rolando. Mas nunca gostei muito disso, dessa forma “automática” de ouvir música. Prefiro ter um respeito melhor por ela, pelos artistas, enfim. Gosto de trabalhar e colocar para tocar um álbum completo. Sei lá, mais que só ouvir, gosto de sentir o que a música carrega junto dela, o clima, se é triste, se é feliz, se é intenso, e naquele momento aproveitar, viver aquilo.
Música para mim é isso, é sentir e aproveitar mais que letra e melodia, mas o clima, todo o universo que está ali.
Tanto tempo sem escrever, me deu vontade de livremente falar sobre música. Nada aprofundado, mas sincero.
Filed under: comportamento, música, pessoal | 5 Comments
Tags: arte, descoberta, devaneio, eu, felicidade, lúdico, música, pessoal, punk
Entradas recentes
Categorias
- comportamento (30)
- design (1)
- economia (3)
- música (6)
- mundo (11)
- pessoal (35)
- política (3)
- publicidade (1)