poder: 140 caracteres ou 7 bilhões de consciências?

#ForaDaniel

Agora para tirar o corpo (e o corpúsculo) fora, o tal do Daniel (figura tão íntima do público, através da tela da BBB TV, mais íntimo ainda Monique Bolinada) diz que broxou. Fato é, se broxou não entrou, então melhor assumir a “falha” que assumir a falha. Ou melhor assumir a falta do que assumir a falha? Falha, falta ou pênalti o fato é que o modelão não marcou o gol, ou foi um gol de bola tão murcha de meia que a bolinada nem sentiu. Ou será que ela é mais uma dessas com duas ou mais cavidades entre as pernas, de tão aberta que não sente mais volumes? Perder o tato é algo muito preocupante.

Fato é que a TV Coronelista Imperialista Ditadora Globo de Futebol e Regatas (ou também conhecida como Grêmio Recreativo Escola de Samba Globo – vulgo Globeleza; ou Rede Globo de Televisão) é completamente tendenciosa e manipuladora. Não é o BBB que é um laboratório, é do lado de cá da poltrona (fora das telinhas) que está o verdadeiro laboratório e campo de testes dessa megalomaníaca corporação. Ela é sempre a politicamente correta, é sempre a menina dos olhos. A do governo quando lhe interessa ou da oposição quando lhe convém interesse. Às vezes fico tentando descobrir se realmente Brasília é um fundo de poço aonde acontece tanta corrupção, ou se a corrupção só existe (e existe sim, entre outras tantas coisas) por ser inventada pela necessidade de ter em pauta notícias para bolinar ou confundir as cabeças (e rabos) dos telespectadores.

#ForaBial

BBB é um parque de diversões, um campo de concentrações ou um estudo de caso antropológico que o Pedro Bial usa para discutir (só com ele mesmo) as questões que regem ou canibalizam a existência humana. Só pode ser esse o motivo para fazer o cara sair da cama ereto por levar tanto fervor em um programa-zoológico como aquele. Pedro Bial é o fã número 1 do BBB. Ou ele passa mão em muita bunda lá dentro, ou alguém é que lhe passa… muitas “estalecas” pra contar…

Alguém por favor constrói um muro bem alto e dá o furo de reportagem de mão beijada pro Bial cobrir a demolição eufórica da muralha. Liberta-te antes que te devorem a consciência.

#LuizaMandouUmBeijo

E não é que a menina voltou do Canadá? Antes ficasse por lá. Virar rit no Jornal Nacional, Fantástico e Jornal hoje só dá panos para manga e baliza, e praticamente formaliza de vez a [ “falta de credibilidade do jornalismo globístico” ].

Ela virar celebridade instantânea na internet, até vai, internet é uma peneira sem rede, sem filtro. Impressionante o volume de gente falando sobre a moça, e depois que a coisa está quase acabando é que essas mesmas pessoas realmente entendem quem é, o que faz, do que se trata e o que foi isso tudo. E mais impressionante: a coisa mais boçal do mundo. É como se eu desse um “oi” pro meu vizinho e 170 milhões de pessoas seguissem isso. Gente, virei cool! =)

#ForaAdriano

Esse sim merece o título de Nobel da Paz (não o Obama, farsa), pois consegue ser inocentado de tudo, rapaz tão inocente e inofensivo, com certeza é orgulho da mamãe, do papai, até do Bruno e do Macarrão, da torcida do Flamengo e do Corinthians, orgulho da comunidade. Tudo acontece a sua volta, mas ele nunca se envolve, nunca tem culpa, não sabe e tem sempre razão. Rapaz tem um santo forte ou algum campo de força muito bom.

É o poder da mídia X o poder da consciência. E podemos escolhos qual lado seguir.

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Um post de Chico Vereza no blog Jornalirismo me gerou comentário e reflexão sobre o assunto.

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gigante

Gigante não é aquele avantajado em tamanho. Pode ser pequeno, magro, mirradinho, “cadinho de gente”, quase invisível aos outros, imperceptível aos olhos cegos de não ver, mas contagiante às mentes e corações que sabem sentir. Mas gigante mesmo é aquele que se engrandece de dentro para fora. Que tem no tamanho, seja pequeno ou não, uma presença e uma força que compartilha algo puro e bom com todos a sua volta.

 

Gigante é aquele que não se precisa medir o tamanho.

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desabar… desabafo

Falho em mim quando falho com os outros, por parecer menos compreensivo, menos amigo, menos próximo, menos, menor e pouco… Falho em não enxergar que às vezes é necessário mais, me entregar mais, viver e compartilhar mais, aprender, ser, sentir, sorrir e estender as mãos.

Desabo então em saber que se abriu uma brecha, uma fenda que pode ou não virar uma enorme rachadura e depois um abismo colossal, daqueles que você grita para baixo e só o eco responde, ou a ideia de um eco soando vazio e seco na cabeça.

Algumas coisas mudam, internas e externas, sobra aquela sensação de querer mais, de faltar algo, de poder ao menos ter tentado fazer mais, mudar, mudar de opiniões, ter insistido… mas não rolou.

Talvez o pior erro que cometemos é aquele em relação a outras pessoas, pois antes disso, em essência, erramos antes com nós mesmos, e não nos tocamos. Fica o estrago do erro, uma relação arranhada, mas pesa muito mais martelando na cabeça.

Caio no vazio, mesmo sabendo da necessidade de seguir em frente. Uma fase natural, uma busca, um eterno encaixar das coisas, de tentar voltar a sorrir, a sonhar e fazer planos.

Reticências são possibilidades, então que seja feita uma nova chance. Que possa enfim poder saber aproveitá-la, se não houver túnel ou luz no final dele, que saiba como contornar, ou mesmo que seja ainda mais difícil, que saiba atravessá-lo escavando até o sangue e o suor escorrerem, forçando as energias no sacrifício do processo, na vontade de fazer tudo de uma forma melhor.

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reticências

Vinte e oito anos
uma vida inteira pelas costas
memórias, lembranças, esquecimento, desgostos e vitórias
e mais uma vida inteira pela frente

nessas horas não importa o tempo decorrido
os anos, minutos, segundos
tudo cai por terra no esquecimento
ou nos altares da mais louvável biografia
que no fundo se presta apenas ao deleite pessoal
ou a poucos interessados
ou de desprendimento, algo que nem nos importe mais no futuro
que ganhem vidas próprias nas interpretações alheias
viver outras vidas sem mesmo sabê-las

importa o que fica, o que registrou na memória
o que sempre contribuiu e contribuirá

mais quantos anos pela frente?
não sei
expectativas
mais trinta ou quarenta?
não sei

prefiro pensar em mais trezentos e sessenta a cinco
cada dia uma nova vida, novas histórias
posso então viver mais algumas centenas de anos
eterno não sei, mas com mais possibilidades

hoje é um ano inteiro
início, meio e fim
o fim de hoje esbarra e impulsiona o início de amanhã
acordar para uma nova vida
renascer como criança
amadurecer e crescer a cada dia
tatear o novo
reticências são possibilidades.

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antes louco

Antes louco que morto
louco pela vida, vivo pela vontade
de fluxo quente e intenso correndo nas veias
de brilho nos olhos e sentimentos puros
de viver o show, aplaudir e subir no palco
antes isso que estar morto

de fazer cada dia novas possibilidades
de compartilhar as alegrias
afagar para curar as tristezas
simplesmente ser

permitir o amor
sentí-lo e ser amado
ninar a vida e fazê-la crescer
acompanhar em fotos, vídeos, na memória
de vê-la aprender a caminhar, cair e levantar
cada primeiro sorriso, primeiras palavras
cada primeiro esbarro, tapa e primeiros carinhos
cada dia são os novos primeiros e melhores momentos mais felizes

louco por isso tudo e mais um pouco
antes que a loucura puxe pelo pés
caindo no marasmo da preguiça e sentimento ranzinza

louco pela simplicidade da vida, o amor e tudo que ela proporciona
fácil, difícil, não importa a forma
importa mais é o gosto e a fissura por querer
e sentir essa e tantas formas de vida
vivível! pois vale muito a pena.

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Ouvindo: Cazuza – Minha flor, meu bebê

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quantas vezes

Quantas vezes na vida você se permitiu tocar o coração de uma pessoa? Ouvi-la, senti-la, embrenhar na percepção profunda e pura. Quantas vezes deixou seu coração aberto, afim de falar e ser ouvido e sentido por outras pessoas? Tocado e abraçado, acolhido em braços carinhosos.

Por tantas vezes você, eu e muito mais pessoas nos esquecemos que o canal é uma via de mão dupla, não adianta um coração sentir sozinho, não adianta querer falar sozinho, de nada importa apontar olhos em lágrimas sem que ninguém perceba. O emissor, precisa não só da mensagem e do canal, mas fundamentalmente do receptor, senão não se estabelece contato, a mensagem chega ao final do caminho como um trem que cai ribanceira abaixo após acabarem os trilhos.

Espelho, poderia ser essa uma das soluções, seu coração se abre, seus olhos e entregam às lágrimas e você num primeiro momento presencia física e mentalmente a cena, como emissor e como receptor. Na verdade você é, em si, a própria mensagem. Seu corpo fala, você fala, em palavras faladas, em palavras mudas, em gestos, sílabas cortadas, soluços, lágrimas, rugas, doenças, sorrisos, defeitos e qualidades. Quantas vezes então você se permitiu ouvir seu próprio corpo, sua mente, seus desejos carnais, mentais, espirituais? Um gesto de amor próprio, um pedido, a mesma mão que pede é aquela que oferece ajuda.

Auto-reflexão, amor próprio, se cuidar, se amar é como olhar para um espelho e não ver só a si mesmo, mas se ver como você mesmo e ao mesmo tempo se ver como outra pessoa. Ao mesmo tempo é aquela pessoa que você conhece desde sempre, e também é aquela pessoa que nem mesmo você conhece, que está por descobrir, em detalhes, por partes, ao todo.

Está dentro de você mesmo o motivo, o meio, o estímulo, a razão, o objetivo, a vontade motivadora, todas as recompensar para querer fazer, para querer mudar, para querer ser, continuar sendo, para conquistar, questionar, compartilhar, se ajudar, crescer, ir e voltar, subir e descer, se permitir e frear. Dentro de você o motivo e motivação em se gostar, parte de você querer e se amar. A força que pode então impulsionar e motivar a ousar, a ser por si próprio, a ser em si e por si acima de tudo, e poder então ser para e pelos outros. Não há como viver a vida dos outros, nem para e nem por eles. Há sim o viver por si próprio e assim poder se entregar por completo como quiser a outras pessoas, consciente de si, puro naquilo que possa oferecer.

Quantas vezes você se permitiu viver e se aceitar, se gostas, se amar? Independente de espelho, pode até ser de olhos fechados, é um gesto de olhar para dentro, de externar aquilo que está e sempre esteve antes de tudo lá no fundo de você mesmo, basta descobrir-se.

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oficina

Que se instale o diabo
no corpo, na mente, no desejo de prazer, nas córneas
que abra a janela da alma, o portal para descobrir o desconhecido

antes isso que o descaso, o marasmo
a marola que não é onda
o querer que se rende a preguiça da poltrona em frente a TV

as futilidades, o escapismo que não leva ao nado
que hipnotiza e gruda na pele feito tatuagem de bêbado arrependido no dia seguinte
a não maquinar nada, não se move, não se anda, não se vê

a vida passa rápida de mais
do freestyle ao racional, do memorável, histórico ao pessoal
daquilo que efetivamente pensamos, somos e fazemos

maquina oficinas o diabo na mente que esvazia nessa profusão de coisas chatas
antes ele plantando sementes boas ou ruins
que o marasmo do nada acontecer no vácuo entre ouvidos surdos de não sentir

antes abraçar o coisa ruim ou o sangue bom
que ficar parado esperando as coisas acontecerem, passivamente
a mão na massa, a vontade, a vida que se vive, que só se sabe vivendo.

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Ouvindo: Nevilton

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gaivotas

As gaivotas é que tem a vida dura
por precisarem o tempo todo de seus músculos em corpo leve
planando banhando-se em sol
mergulhando atrás de comida
na baía porcamente abandonada (e suja por nós!)

nossa vida humana que é fácil
de trânsito e passeatas contra injustiças políticas

nós criamos religiões
portanto somos maiores que elas
e mesmo assim a elas nos subjugamos fielmente
desculpas

nós mesmos criamos a intolerância religiosa, física, sexual, social, moral e espiritual
pré-conceitos

salários baixos, filas, hospitais lotados, doenças inventadas
royalties do petróleo e países falidos
tudo culpa de nós mesmos

isso sim que é muito fácil
pois são problemas que inventamos
quanto mais se cava, mais se tem
afundamos em nosso próprio campo minado de buracos

tomara que um dia possamos aprender com as gaivotas
a planar voos mais puros
e dificilmente sinceros.

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gêmeo

Saudade de você, meu amigo
da inocência do tempo de dividir uma mesa e criarmos juntos
da inocência de falar sobre a vida,
leve, simples, difícil… que se dane
de compartilhar o fone de ouvido
conhecendo nossos sons
de fazer planos
de me sentir tão empolgantemente jovem

saudade de ter um irmão quase gêmeo
e de como sabia rir das bobeiras e encarar muito mais fácil os problemas
ou como eles pareciam bem menores
bastava um rock e, fácil, tudo bem.

~ ~ ~
Ouvindo: Couting Crows – Mr. Jones

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esse…

Esse telefone que não nos deixa conversar
a falta de coragem que não nos deixa mudar
a falta de perspectivas que desmotiva o acreditar

ligo, penso … e sinto
este mesmo que sou
busco o que acredito
não me acho naquilo que é externo a mim mesmo
nem poderia
não nado mares aos quais não pertenço
não sou penetra
esse não sou eu

minhas mãos, mente e alma, o que faço são minhas credenciais
não me abrem todas as portas
mas as que julgo certas
ao menos para mim

minhas experiências não são as mais louváveis ou diferenciais (para mim são)
não me julgo melhor que ninguém
nem maior
prefiro a humildade e o respeito
principalmente a mim mesmo

essa conversa que não é de telefonar
o que precisa ser dito ou só por desabafar
verdadeiro e sincero é minha forma de buscar um sonhar.

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