é carnaval

10Dez09

Noite  de chuva fraca, fui ao Centro buscar meu amor. Chegando lá, na rápida espera, entro num mundo de gente em lançamento de um livro na Livraria da Travessa do CCBB. Que irado, pipoca e tapioca, pessoas legais, cultura e ar fresco cultivando o ambiente, bom.

Na volta, juntamos nossos guarda-chuvas, um ônibus vazio passa e pegamos o próximo. Rápido até a vila, que não é realmente, mas Vila Isabel. É realmente o que mais cedo já imaginava que aconteceria. É carnaval! Festa da carne, da pele, do povo, do grito, da música, do samba, do trio elétrico na chuva, organização de coletes laranja, uma porta-bandeira no meio do corredor de gente tomando metade da pista e a furiosa bateria puxando a massa.

É carnaval, do povo e para o povo. É festa o ano que vai terminando para comeaçar o próximo a todo vapor.


Há alguns dias vivo super tranquilo e trabalhando em paz. Isso é fantástico. Paralelo a isso é bem certo que há dias também tenho dormido entre 1h e 2h da madrugada, quase todo dia. Isso não é nada bom, pois não só bate o cansaço, mas uma certa depressão e mal humor.

Já não é de hoje, mas trabalhar às sextas-feiras é algo que não me faz muito bem. Nada contra o fato de ser sexta, e nada contra os outros dias também, como algumas pessoas que não suportam segunda-feira (pois abusam no final de semana, ou não queriam que ele acabasse). O lance é que sexta-feira parece que sempre acontece alguma coisa, cobranças a mais, o tempo demora a passar, ou deixo relevar algumas coisas ,que na sexta estouram.

Fora o fato de que algumas coisas me tiram do sério… mas sobre isso eu já nem quero falar mais, já foi bastante por hoje, já ouvi muito…


Estou relativamente muito feliz esses dias, pois após muito tempo reencontrei uma parte de mim, no meu campo profissional. Não que seja a notícia do ano, nem que seja ainda 100%, mas é excelente poder voltar a sentir gosto e prazer em trabalhar, fazendo algo que me deixe feliz e que ache realmente com bom caminho.

Há meses, talvez anos não sentia isso. Alguns devem até ter notado, pois volta a meia desfiava palavras e desabafos aqui no meu canto. Esse descontentamento me acompanha há bastante tempo, confesso que me deixei entregar, perdendo algumas esperanças.

Mas aos poucos algumas coisas vão mudando e é preciso saber aproveitar oportunidades e tentar reverter a situação. Sigo aqui, curtindo a felicidade de criar e explorar em paz, mais feliz e mais tranquilo, tentar crescer com isso. Aprendendoc a tatear, sentir, me inspirar e andar um caminho diário, de continuar acreditando no certo, no bom.

> Ouvindo: Dead Fish


independência

01Dez09

Amarras, pessoas, casos. O grito alguma hora sai. O choro ainda não se atreveu largar a timidez e se mostrar.

A fúria nem se importa mais, abandonou e deu lugar à depressão. A melancolia consome horas diárias, …

… esses dias passaram, por hora.

Mas a independência completa é algo a ser construída diariamente.

(29/10 – 01/12/2009)

> Ouvindo: Eagles (Hotel California)


zica geral

10Nov09

Queria realmente ter saído de casa para um dia tranquilo. Mas parece que meu desânimo contamina outras pessoas. Nem ficando calado eu ajudo. É que às vezes não consigo mesmo me controlar, e foge do controle. Talvez seja melhor não falar mais nada, não comentar nada, não sorrir, mas também não fechar a expressão, apenas me manterei aqui, imóvel, inanimado.

Não digo por hoje o dia todo, mas no exato momento, por enquanto será assim.

> Ouvindo: Deluxe Trio, Barão Vermelho

 


contando

05Nov09

… tanto contando que cheguei a conclusão de que não é preciso mais contar e contar e contar, que a conta se perde. Contando dias, horas, quando na real o bom mesmo é perder-se e não mais prestar atenção.

Foi numa dessas segundas-feiras passadas que parei de comer carne, e não faz mais diferença se foi há 3 semanas ou 3 dias, o fato é importante. Não é um caso ou ficção que se conta, não são desventuras fúteis, contar … ahm, refletir, relaxa… deixa pra lá. Tanta coisa a ser dita, tantas histórias e experiências legais esses dias..  Tantas descobertas e redescobertas.

Terminei de ler, finalmente, “On the Road” (Jack Kerouac). Comprei o livro em 2007, mas ainda não havia conseguido parar para me dedicar a ele.

Passei a deixar breves comentários nos livros que tenho lido recentemente, lembranças, impressões, relato e testemunho dos sentimentos que me acompanharam durante a leitura. Na folha de rosto de “On the Road” escrevi:

“Recomecei a ler após me empolgar e apaixonar pela leitura de “Brasil – um país do futuro” (Stefan Zweig) e após passeio pela Bienal do Livro, em 13/09/2009. Acho que finalmente me encantei pela escrita de Kerouac e desejo seguir essa estrada, seja aonde ela levar. Me surpreendi com o feito simples desses caras, de viverem e descreverem a vida, e essas loucas experiências na estrada. Na real é um livro sobre amor a um ideal humano, um extinto nômade, amor a vida e amizade. Nesse ponto me identifiquei muito bem, não é a toa que troquei alguns planos de viagem com meu grande amigo Joel. Finalizei essa leitura na noite de 3 para 4/11/2009, depois de um workshop sobre fotografia analógica, na Lomography, voltando para casa por um lindo passeio em Ipanema, passando pela Zona sul, revendo a Lapa, depois de muito tempo e Vila Isabel, sob um linda Lua cheia. Sinto-me feliz.”

Meu sentimento nessa viagem de volta para casa? “Me sinto analógico e feliz”, realmente muito feliz ao ponto de apenas querer curtir e voltar para casa em paz, sem o peso do cansaço nas costas, apenas com a alegria e felicidade de um bom dia, leve, iluminado, e nada me abalaria naquele momento. Ainda chego em casa com dois presentes à minha espera. Melhor que isso, só faltava minha namorada ali para completar.

=)

> Ouvindo: Titãs, Born To Be Wild


A vida é como um caderno, onde podemos escrever nossas próprias histórias.

Alegria, paz, felicidade, amor, carinho…

Depressão, ódio, sarcasmo, maldade…

O tema, cada um pode escolher, tendenciando para um ou outro lado, ou tentando ser neutro. O que importa mesmo é saber colocar as palavras que traduzem aquilo que realmente sentimos. Não é o ato em si de escrever, nem o ato físico e real de escrever, mas traçar essas histórias, registrar na vida, na mente, no sentimento aquilo pelo que passamos.

Não basta só acreditar, mas pode ser um bom começo.

Viver simples, quanto mais simples e verdadeiro, melhor.


Dias sonolentos, tempo nublado, ânimos fracos e tensos. “Se essas paredes falassem…” talvez cuspissem todo resto de volto em cima de nós. A negatividade que nos rodeia é construída por nós mesmos, e cresce, até o ponto em que se revelará com força.

Faltam flores e colorido. A vida ainda está aqui, corta-nos então o coração nos entregarmos ao que não presta. Cabe-nos então reagir, reergendo-nos e seguirmos em frente. Brota em nossos peitos e mente aquilo que cultivarmos.

> Ouvindo: Dance of Days


Apoiando a iniciativa e campanha Tic Tac Tic Tac, e o Dia de Ação dos Blogs, pesquei aqui um texto de 2007 do meu antigo blog, dando uma repaginada no conteúdo.

Dia 18 de novembro de 2007, uma edição do Fantástico apresentou uma matéria sobre cientistas que participaram de um documentário alegando que o aquecimento global é uma farsa. Durante a semana anterior foi publicada no Jornal do Brasil a divulgação da pesquisa e relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) sobre as condições do nosso planeta. Lá os cientistas mostram as consequências das mudanças radicais de temperatura. Segundo eles, a grande causadora do efeito estufa, e consequentemente do aquecimento global, é a grande emissão de gases, sendo o principal o gás carbônico. Eles defendem que os governos devem tomar posicionamento firme e imediato no estabelecimento e diminuição da emissão de gases.

Por incrível que pareça, são os governos que indicam cientistas renomados para integrar esse grupo de pesquisa. Mas na hora dos governantes receberem as informações e cumprirem sua parte, eles ignoram e se negam a tomar as decisões. Muitos países pediram que o texto do relatório fosse reformulado,  “suavizando” a culpa dos países nesse caos ambiental. Ou seja, pura incoerência, uma tentativa de menosprezar e de certa forma censurar a pesquisa, ou seja, manipular a divulgação de seus resultados.

Outra corrente de cientistas, do tal documentário, diz que essa história de aquecimento global é uma farsa, realmente defende e acredita nisso, ou seja, não acham que a mudança climática é tão grave quanto dizem, e que isso seja realmente consequência da emissão de gás carbônico. Pelos estudos desses, antes mesmo do “boom” da emissão de gazes, já era perceptível o aumento da temperatura do planeta, ou seja, não são os gazes responsáveis pelo aumento da temperatura. Ainda por cima dizem que é justamente ao contrário, ou seja, que o aumento da temperatura que é responsável pelo aumento da concentração de gazes nocivos.

Mas afinal de contas, o que é ou não verdade? Existe mídia e discussão defendendo ambos os lados. Qual a causa, qual o efeito real disso tudo não sabemos (ainda) – ou muitos não querem realmente explicar. Mas o que sabemos e o que sofremos são as consequências: sim, a temperatura está aumentando (ou baixando em determinadas regiões), florestas sumindo, geleiras descongelando, inundações, furacões, maremotos… isso é inegável.

Já está mais do que na hora de tomarmos consciência de que estamos num caminho que a princípio não está nos mostrando saída. Pode continuar aumentando 1 grau nos próximos 125 anos, ou pode aumentar 1 grau a cada ano! Cada vez mais estamos impedindo nosso planeta de respirar, tampando sua “pele” com estradas asfaltadas, um imenso tapete de petróleo quase impermeável. Deixa de existir mais terra e floresta, para ter mais asfalto, concreto, edificações, pessoas. Pessoas que não terão memória do que é pôr pés no chão. Estamos “encapando” nosso planeta, aos poucos nos destruindo. E isso tem que parar. Devemos pensar soluções para diminuir a emissão de poluentes, fazer uso e consumo consciente de bens duráveis ou não. Devemos fazer uso consciente de nós mesmos e do nosso planeta, pois é o que somos… para poder então poder sonhar com o amanhã.

Em 2007 já era crítica assim a situação. Hoje, entre “eco-chatos” e “eco-bags” (que às vezes não tem nada de eco), nosso consumismo desenfreado está nos matando. A cada pedaço de carne, desperdiçamos no processo de produção milhares de litros de água. Vale lembrar que não só as indústrias as vilãs da emissão de gazes, toda a cadeia, inclusive nós consumidores somos responsáveis. Até a agricultura, mesmo que não pareça, está nessa mira, pois o grande volume de água utilizado no planeta é mais da metade consumido aí. Vale lembrar ainda que o desperdício está em nossas torneiras jorrando à toa diariamente.

Os filmes de ação, que custam bilhões por produção, e que nós cínica e cegamente assistimos no cinema, hoje são a mais pura realidade, o mundo está esgotado, saturado de poluição, descaso e desrespeito. Estamos nos condenando. E não adianta buscar solução lá na Lua… Antes de tudo, falta educação e respeito.

Falando Nisso:

Hoje no Yahoo: “Avião movido a energia solar?” Busca de uma alternativa para avião que não produz poluentes.


eu e você

14Out09

Cada minuto perto
é uma eternidade no paraiso
cada minuto longe
parece séculos de solidão

amizade que cresce cada vez mais
paixão louca que tira a cabeça do ar
vontade intensa de ver todo dia
amor incondicional que dá força

eu e você formamos um só
e o nosso um é um ser completo
justificado até no simples olhar

você faz o sangue correr com mais força
você me faz querer e me sentir cada vez mais seu
e eu gosto

(Iniciado em 16/12/2008)

> Ouvindo: Ecos Falsos