quando acabar é só o início da caminhada

Fatos sempre são relevantes na nossa vida. Pessoas então, nem se fala. Entre idas e vindas, renovam-se laços, esperanças, expectativas, valores, sentimentos.

Cada nova caminhada é uma visita ao nosso próprio universo sendo construído, em novos ou já conhecidos cenários. Às vezes não nos damos conta, mas movemos mais músculos do que imaginamos, exercitamos nossas capacidades além do que visualizamos, e com certeza mais do que nos queixamos. Metas, rumos, o alvo a alcançar são mais que idéias distantes, são objetivos que devemos buscar, mas acima de tudo, de forma saudável, respeitando limites e bom senso, sabendo a hora de seguir, de parar, de inspirar e expirar, de abrir ou fechar os olhos, e se possível, não abaixar a cabeça (por submissão ou falta de estímulo).

A maioria das pessoas considera somente o positivo, o “para cima”, o “para frente” como sendo referenciais de progresso e evolução. Aí eu me pergunto: “então de que vale a história? de que serve o dia de ontem ou o segundo que acabou de passar?”. Segundo esse raciocínio, de nada valem. Então para que considerá-los? Eu, na minha ignorância ludicamente feliz e (ou no mau-humor habitual), por enquanto, satisfeito quanto a isso, acredito que vale sim, e muito. Cada momento, cada segundo, cada etapa, e acima de tudo, cada vivência e experiência e mais acima ainda, cada pessoa, tem relevância fundamental nas nossas vidas.

Fazer escolhas hoje em dia é muito difícil, por estamos impregnados de possibilidades, incalculáveis e nem sempre temos tempo ou poder de decisão. Vivemos um vasto horizonte que só o capitalismo nos oferece, de forma falsa, que nos trai, e nos faz refém. Escolhas muitas vezes direcionadas, convencionadas. Mas ainda podemos lutar e reverter isso. Está em nossas mãos mudar a nós mesmos, e assim mudar o mundo.

Sem querer ser radical de mais, mas olhar para trás é mais saudável do que parece. Além de ser um ótimo feedback, de mostrar o quão bonito, saudável ou compensador foi a caminhada, mostra que passamos por mais coisas do que imaginamos, e nem sempre demos valor. Além disso é bom exercício para alongamento, contorcendo músculos do corpo que estavam se acomodando, rsrs. Olhar para trás, olhar para baixo, mexer os músculos, os olhos, e principalmente mexer a mente, exercitar a percepção. Perseguir só o que está à nossa frente é normal, obsessivo, psicótico às vezes, mas quase sempre é louvável e às vezes até previsível de mais. Então vamos tomar atitudes além da lógica, fazer o exercício comportamental, sentimental, o que nos torna humanos. Andar em várias direções (mesmo que com foco, maior que isso tudo), olhar holístico, influenciar, no sentido de deixar um pouco de si em cada coisa ou pessoa, oferecendo o que de mais puro tem, se deixar influenciar, pois isso também é saudável.

Acabar é um marco que nós definimos, e pode ser o ponto de partida para a próxima etapa, com mais bagagem e experiência. Então, podemos aproveitar melhor isso.

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Um pensamento sobre “quando acabar é só o início da caminhada

  1. Obrigada pela visita! Também gostei do seu blog. E acho que escrever sobre a própria vida é uma boa ferramenta pra descobrirmos nossa própria evolução. Ajuda, eu acho… Somos o que vivemos e experimentamos, de bom ou ruim… E as brigas que perdemos são as que jamais esquecemos. Bjs

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