rock and roll

“O rock errou”, “o rock acabou”.. melhor que ligar a TV é reinventar o rock. Talvez um dos estilos de música mais contraditório e inventivo da música mundial, o rock se reinventou e reconstruiu, se vestiu de diversas roupagens ao longo de décadas. Do gel no cabelo aos cabelos ao vento, do moicano ao raspado, do pintado ao descolorido, das calças jeans e camiseta branca justa, às calças rasgadas, os spikes, preto e couro, do psicodelismo multicolorido, leve e solto, ao introspectivo e sombrio gótico. De tantas vertentes, tantas subdivisões, tantas interpretações, varia a velocidade, a veracidade, a intensidade, do romantismo à violência, do protesto à curtição.

Outro dia (faz um tempinho já) discutíamos sobre bandas de rock. Um puxou assunto de que uma pessoa tinha pedido para ela indicar uma banda de rock brasileiro, rock pesado. E daí veio o assunto, existe ou não, hoje em dia alguma banda de rock brasileiro com som pesado? Entre idas e vindas, o rock virou a pauta e não mais o nacional ou internacional, o que está na moda, que é notícia. Se existe ou não essa veia pesada no nosso rock, isso é discutível, mas quem sabe, quem curte, e quem tem vontade e coragem de procurar, sabe que existem sim, bandas e artistas fazendo som pesado, som leve, som para curtir e som para discutir, para refletir.

Existem muitas bandas por aí, fazendo o bom e velho feijão-com-arroz e outras tantas cuspindo um monte de papos e protestos sociais, políticos. Basta procurar um pouquinho. É por isso que adoro a cena independente, mesmo estando um pouco afastado de buscar novas referência, que é uma coisa que sempre me interessei. No independente sempre me surpreendo, pela qualidade, pela irreverência ou pela seriedade, pela decência e pelo vigor, e mais que isso, pela ousadia, pela vontade de fazer música em meio a tantas vozes, tanto lixo, tanta “falta do que falar” que o mainstream se tornou.

Comecei a escrever esse texto no final de janeiro, e por acaso hoje, li um texto do Kid Vinil sobre rock e moda, bem legal. Me fez querer retornar e terminar de escrever o texto. Segue o link da matéria do Kid vinil aqui.

Voltando ao início, o rock pode até errar de vez em quando, mas ele não morreu ainda, e acho que não morrerá, pois como disse, ele se reinventa, pois é versátil, e mesmo que não agrade a todos, ele sabe moldar e quebrar barreiras e se moldar dentro delas quando necessário.

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