contando

… tanto contando que cheguei a conclusão de que não é preciso mais contar e contar e contar, que a conta se perde. Contando dias, horas, quando na real o bom mesmo é perder-se e não mais prestar atenção.

Foi numa dessas segundas-feiras passadas que parei de comer carne, e não faz mais diferença se foi há 3 semanas ou 3 dias, o fato é importante. Não é um caso ou ficção que se conta, não são desventuras fúteis, contar … ahm, refletir, relaxa… deixa pra lá. Tanta coisa a ser dita, tantas histórias e experiências legais esses dias..  Tantas descobertas e redescobertas.

Terminei de ler, finalmente, “On the Road” (Jack Kerouac). Comprei o livro em 2007, mas ainda não havia conseguido parar para me dedicar a ele.

Passei a deixar breves comentários nos livros que tenho lido recentemente, lembranças, impressões, relato e testemunho dos sentimentos que me acompanharam durante a leitura. Na folha de rosto de “On the Road” escrevi:

“Recomecei a ler após me empolgar e apaixonar pela leitura de “Brasil – um país do futuro” (Stefan Zweig) e após passeio pela Bienal do Livro, em 13/09/2009. Acho que finalmente me encantei pela escrita de Kerouac e desejo seguir essa estrada, seja aonde ela levar. Me surpreendi com o feito simples desses caras, de viverem e descreverem a vida, e essas loucas experiências na estrada. Na real é um livro sobre amor a um ideal humano, um extinto nômade, amor a vida e amizade. Nesse ponto me identifiquei muito bem, não é a toa que troquei alguns planos de viagem com meu grande amigo Joel. Finalizei essa leitura na noite de 3 para 4/11/2009, depois de um workshop sobre fotografia analógica, na Lomography, voltando para casa por um lindo passeio em Ipanema, passando pela Zona sul, revendo a Lapa, depois de muito tempo e Vila Isabel, sob um linda Lua cheia. Sinto-me feliz.”

Meu sentimento nessa viagem de volta para casa? “Me sinto analógico e feliz”, realmente muito feliz ao ponto de apenas querer curtir e voltar para casa em paz, sem o peso do cansaço nas costas, apenas com a alegria e felicidade de um bom dia, leve, iluminado, e nada me abalaria naquele momento. Ainda chego em casa com dois presentes à minha espera. Melhor que isso, só faltava minha namorada ali para completar.

=)

> Ouvindo: Titãs, Born To Be Wild

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6 pensamentos sobre “contando

  1. Falaí feliz analógico !!

    E tem gente que reclama pq eu nao como carne desde q nasci, viu como não faz tanta falta assim !

    Legal essa de escrever o que achou dos livros q leu, quando pegar esse livro de novo vc vai ter mais coisas para lembrar do que só o livro em si, e rever boas lembranças guardadas é sempre bom.

    Bom também é passear de busão pela nossa cidade maravilhosa, bons tempos quando passeava pelo aterro no 438 todo dia de manhã ou quando via o sol se pondo pela Lagoa-Barra indo pra aula.

    Vim aqui pelo link do twitter e tb pra dar uma dica legal: Uns americanos se juntaram no bar q um deles abriu no México pra tirar um som e o pessoal de lá sugeriu q eles montassem uma banda: procura por Chickenfoot no Google, olha quem são os mané: 2 Ex Van-Halen, Joe Satriani e o baterista do Red Hot, to ouvindo agora, depois te passo as mp3 e diz se vc gostou.

    abraço !

  2. A história a ser contada tem tanta relevância quanto o fato simples de nem contar… ela se faz e nos persegue sem que precisamos dilacerá-la. Bom saber do seu fim das carnes… por enquanto este é um vício ainda não conseguido fugir… pior mesmo que ele só o cigarro ainda a me perturbar… e bom ver-te comentando sobre o que lê… dá um novo “ar” a quem quiser o ler.
    Abs meu caro.

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