faça o que tu queres

Estava lendo um artigo em uma revista de crítica de arte ( Tatuí ), onde havia um diálogo entre artistas e críticos, sobre realidade, posicionamento, artistas e curadores de arte. Uma artista argumentando sobre a arte sendo aparada, formatada, de acordo com curadores, críticos e os próprios artistas se permitindo isso, sendo instruídos e limitando-se a questões institucionais, canais e meios de divulgação, instituições de ensino e instituições financiadoras. Muitos artistas se permitem isso, outros sabem não se curvar e driblar, buscando seus caminhos.

A questão me fez pensar várias coisas…

Entre artistas, não-artistas, arte, não-arte, oficio, dia-a-dia… o mesmo se apresenta na nossas vidas diariamente. A “TV lhe diz o que fazer, lhe diz do que gostar, lhe diz como viver” ( Inocentes – Rotina ). As nossas escolhas, votação, eleições, política, por exemplo, são proporcionalmente fraudes, e convivemos com isso. As instituições de ensino, as mais renomadas e com anos e anos de tradição, são vagas, vagas lembranças do que realmente é ensinar e aprender, pílulas para “aprender a se virar no dia-a-dia pessoal e profissional” (mais profissional, “ganhe dinheiro, mas ninguém disse que seria fácil”).

As escolhas, reais, somos nós que fazemos. Se alguém chega tolindo tal informação, customizando e encolhendo, escondendo dados, entregando algo para fazermos, sem pensarmos… desconfie! Se alguém não lhe permite entrar em algum local, evento, ocasião… desconfie. Se alguém lhe olha estranho na rua, pois sua calça não está de acordo com tal… desconfie. ( Noção de Nada – Trajes e comportamentos de acordo com os eventos e as ocasiões ).

Até quando sofrer?

Um grito, um tapa na cara, ou nada tão doloroso assim, mas igualmente radical e verdadeiro: desconfie, olhe nos olhos, encare, ou simplesmente dê as costas e siga seu caminho. Melhor fazer pouco, ignorando, descartando, deletando opiniões ridículas, bestas e vazias, que fiquem para trás. Cabe então a cada um de nós trilhar seu caminho, passar por cima dos obstáculos, aprender, aprender sempre e mais, e saber extrair o melhor para poder crescer, compartilhar, argumentar e defender direitos, ideais e opiniões.

Tudo é da lei, quando a lei que nos rege é sincera e verdadeira.

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2 pensamentos sobre “faça o que tu queres

  1. faça o que tu queres…

    mas grande Roger, pra gente é um pouco mais fácil, não? não por gostarmos de coisas específicas e, desculpe o palavreado, cagarmos pra modismos, mas por termos uma idade mais elevada e consciência (quase que) plena do que gostamos e estamos afim.

    se alguém chega à minha idade e não percebe isso (tudo que que nunca é tarde), começo a, como você diz em seu texto, desconfiar de tudo que possa envolvê-la… se após 25 anos de estrada, 1/4 de século, não conseguir se reger por seus gostos, por mais mutáveis que sejam, e sim pelo que dizem, algo errado não está certo, fato!

    porém, para uma pessoa com uma idade inferior a 18 anos, a aceitação no coletivo torna tudo isso inválido, pois, por mais que ela goste de B, se a moda é A, e para ser aceita, tem que fingir gostar de A, ou ela tem uma personalidade muito forte (um misto de educação, com ‘meio’, e valores e afins), ou acaba cede à unanimidade.

    belo texto, camarada, belo texto…

    • Fala aí, meu amigo poeta, de bom coração.

      Concordo com você, sobre algumas pessoas, e em alguma fase da vida algumas reações já não são cabidas. Mas isso é mais coisa de cabeça mesmo, basta permitirmo-nos. Por isso que fiz qestão de colocar que algumas reações não precisam ser “tão dolorosas assim”, e mais por isso mesmo a questão do “faça o que tu queres”, como já dizia o poeta (o outro), “pois é tudo da lei”.

      Abração

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