às vezes prefiro ser o diabo, do que me cansar de tentar explicar as coisas

Quantas facas e murros em lombos de burro já dei? Quantos burros nos espelho já joguei? Quantos murros meus sangraram só em mim (como esse que me acompanha há uns 3 dias)? Quantos berros já cortei como lâmina a garganta?

As explicações já busquei várias vezes, reais, idealizadas, utópicas (adoro ser utópico às vezes, me preencheu de tantos sentimentos), claras, complexas e confusas, densas. Palpáveis ou não, compreendendo ou não, mas são fatos que podem nortear, facilitar o tato até algo que se deseja descobrir, conhecer, alcanças.

Mas às vezes é preciso um pouco mais de tragédia, um pouco mais de cadeiras jogadas ao chão, punhos cerrados em paredes duras, ou carpetes que esfolam, ou um grito doentiamente desesperado sozinho em casa após desligar o telefone. São toques que me doem um pouco, me levam um pouco na direção que não gosto. Estourar, levantar a voz, extremar situações, fatos, desabafos.

Quando tento explicar e não me sinto ouvido, passo a dor toques.

Enquanto Freud explica as coisas, o Diabo fica dando toque” ( Raul Seixas – Rock do Diabo )

~ ~ ~

> Ouvindo: OxiurosLeo Jaime

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