amor a música

Mas hoje por favor… vem me fazer feliz. Vem, vem brilhar por entre estrelas e neons azuis, só por essa noite vem.” ( Columbia – Não )

Hoje quis me dedicar um tempo como há muito não fazia, apenas deitar, e mesmo na ausência do discman, trouxe o MacBook para a cama, carreguei algumas boas músicas e me deliciei em poesias que me tocam o coração. Isso me trás várias lembranças, pois como comecei a apreciar música de uma certa forma meio tarde na vida, o fato de cada nova descoberta musical vem com grande empolgação e expectativa para mim. É como um ritual antigo, até arcaico se levarmos em conta os novos rumos da tecnologia. Sim, desde lá atras da época de fita K7, ajoelhado ou sentado ao lado da cama ouvindo rádio até vir CD e internet, mas tudo sempre plugado na musica. Era ouvir na rádio o programa do João Gordo e outras tosqueiras e procurar na internet um monte de bandas de nomes estranhos, de punks a coisas muito engraçadas. E o “ruim” na opinião dos outros era como um grande sorriso que se abria como criança em meu rosto.

O ritual seguiu, e depois de mesadas e primeiros salários, cada CD comprado ou ganho era um brilhar de olhos, de abrir lentamente, sentir o cheirinho de plástico e encarte impresso, descobrir as primeiras cores, formas e arte, colocar o CD no discman preto do meu irmão, e mesmo depois da época dos MP3 players, comprei meu primeiro discman, azul e branco, parecia mágica! Mas foi ali, que meu companheiro deitava ao meu lado na cama, repousava um CD bruto, pesado, ou leve e lúdico, mas um momento intocável, o meu infinito particular.

Graças a estar sempre entrando em lojas para procurar CDs, graças a existir a Outside CDs, no Méier, trocando ideias com o lendário Eduardo Pletsch, que fui preenchendo minhas prateleiras de álbuns, conhecendo novas bandas. Depois de muito tempo veio meu iPod, e internet mais rapidinha (nem tanto assim), mas se tornou quase uma meta de passar todos meus CDs para o brinquedinho branco tocador de músicas, estou chegando lá.

Mas faltava algo. Mesmo que volta e meia parasse um pouco diante da MTV, Multishow, VH1, PlayTV, internet me deparando com algumas boas e criativas bandas e artistas, me faltava a mesma sede de me embrenhar no baú nadar como um descobridor em busca de sorrisos e boas palpitações no peito. Ontem na internet abri o bom e velho Trama Virtual e esbarrei em algumas velhas bandas que ouvir, hoje, confesso, que tirei uma lasquinha da boa internet do trabalho e baixei algumas coisas, das antigas, me deparei até com novos sons e álbuns de artistas que me encantam, e pesquei alguns nomes novos. Pronto, foi isso, salvei tudo no pendrive e trouxe para casa, para recarregar minha estante virtual de boa música.

Acabei de ouvir um EP de 2004 da bela e doce Columbia, letras maravilhosas, melodias suaves, leves, mas fortes, cheias de boas mensagens. E me preparo para ouvir o tão aguardado (por mim) primeiro CD da banda Manacá. Aguardado, porque tem alguns meses (anos) que me coçava em ver que foi lançado nas lojas e peguei a primeira vez e não comprei… claro que me arrependi, então semana passada nosso encontro aconteceu novamente e não me permiti pensar duas vezes, peguei e não larguei mais. O independente, que comprei na época direto com o guitarrista Luiz César Pintoni é maravilhoso, o show então, se palavras. Por isso minhas expectativas sobre o álbum completo são as maiores possíveis, e tenho certeza que me reservam boas surpresas.

Bem, então é isso, talvez eu volte para comentar sobre essa experiências sonora/artística, mas se não vier liberar minhas opiniões, mesmo assim saibam que as palavras floreiam e soam vivas e vibrantes no meu peito e mente.

Vento que bate, leva embora / pra longe / a tristeza que agora não posso / mais carregar / … / ai que esse amor de tão grande/ acaba por me matar.” ( Manacá – Lua estrela )

#Ouça Boa Música. =)

~ ~ ~

> Ouvindo: Columbia, Manacá

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2 pensamentos sobre “amor a música

  1. Caramba, Rogério! Fiquei com muita vontade de correr atrás das músicas (e bandas, e cantores, e etc..) que deixei passar. Um dia desses eu achei (na internet) o email de um cara aqui de Brasília que tinha uma banda muito legal (“Vagabundo Sagrado” desfeita sem gravar cd algum), acabei entrando em contato com ele e consegui 3 músicas que foram sucesso na época! Putz! Legal demais esse movimento! Me fez um bem danado! E aposto que pra ele também…deve ter lembrado de tanta coisa!
    Massa esse teu texto! Aliás, o blog todo! Abraço.

    • Oi Renata.

      Poxa, adorei sua mensagem, não sabe o quanto me deixou feliz. Deu um sopro de esperança de que alguém lê meu blog, rs. Mas bobeira isso, a real é que que tenha gostado do meu texto, aidna mais sobre um assunto que me toca muito, que adoro, que é a música e essa coisa boa que ela me faz sentir.

      Legal o que contou sobre a banda de Brasília, que conseguiu contato com o cara. Com certeza foi um momento maravilhoso e fez muita diferença.

      Música é muito bom, né?

      Obrigadão mesmo.

      Abraço.

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