ficando velho

Um dia é puro entusiasmo, sonhos e suspiros por vislumbrar algo bom, muito bom pela frente
outro dia são espinhos sem rosas atiradas na face
pelo menos as roupas não apertam, senão seria bem pior a sensação
mas a barba cresce, os pelo brancos também
ou seriam as roupas frouxas no corpo magro um sinal de estar sumindo?

Aquela velha profissão virou um ofício sutilmente pesado nas costas
já não basta, já não deve ser o único caminho
não me vejo mais interessados pelas novidades momentâneas… nem das duradouras
não sei mais das tendências, se quero nem porque segui-las
algumas coisa do passado ainda me fascinam tão ludicamente
fora do eixo, de órbita, cada vez mais atemporal (fora do tempo)

E pergunto-me: porque?
não sei da resposta nem o sentido de querer ou tentar respondê-la

O fardo sou eu mesmo que jogo como uma grande saca de colheita fresca nas costas
grãos de experiências, experimentos, casos, acasos, caos, aprendizado, rejeições
às vezes é difícil ouvir críticas
às vezes é difícil desencanar e agir sorrindo nos lábios com a leveza dos grandes.

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