dois mil e onze

… fiquem então vocês mais velhos, pseudo “pessoas a frente do seu tempo”. Me desculpem a sinceridade, mas mesmo que alguns discordem ainda estamos em 2011 (leia-se: dois mil e onze).

Segundo dados do setor automotivo, seguindo essa corrida louca, os modelos 2012 já são realidade: corra, aproveite os lançamentos antes que fiquem velhos! Sim, meus camaradas, as máquinas de motores poluentes e pneus de fósseis não evoluíram tanto assim, mas estão ai a todo vapor, a todo odor, a todo escárnio poluente, consumista. Os motores elétricos ainda estão fora de mercado, ao menos não em escala e preços convidativos, mas em breve sim. Mas por conta de incompatibilidades enocômico-financeiras (leia-se interesse das grandes marcas montadoras e da indústria petroleira), ainda é muito mais rápido, produtivo e interessante entubar nos consumidores os bons e velhos motores movidos a pré-históricos combustíveis tradicionais.

Achei que em 2011 os carros já estariam voando e se auto dirigindo, se auto gerindo, auto sustentáveis. Nos resta esperar ano que vem para saber o que o ano que vem ao que vem nos reservará…

Ainda nos embaralhos de ano sim, ano não, tentam nos convencer não pela ciência ou religiões, mas por burrices, de que somos “seres atemporais”. E somos mesmo, porque não? Vivemos hoje em modelos de ontem, vislumbrando um amanhã que nunca atingiremos. Visualizamos um futuro, mas construímos no presente um futuro muito diferente. Fingimos ser? “Penso, logo existo?” Às vezes prefiro crer que seja melhor parar de pensar besteiras e existir mais.

Em ano que o governo anuncia abono salarial contemplando pessoas que comprovarem que trabalharam em 2009 (leia-se: dois mil e nove), ah, para lembrar, não estamos em 2009 nem 2010, mas sim e 2011, não 2012, ainda. Medidas populistas para nos prestar um direito antigo, constituído ou não, pouco me importa, mas não deixa de ser uma medida populista, para encobrir falha grave de distribuição de renda, fundamentada em falta de planejamento e principalmente falta de competência de gestão governamental, acompanhada assistidamente por falta de cobrança da população (sim a culpa também é nossa).

Se hoje então temos 2011 formas de cometer erros, esperem as próximas 2012 maneiras de nos enganarmos querendo viver o amanhã sem viver o hoje. Não sei quanto a vocês, me desculpem a sinceridade, mas prefiro viver hoje, saudável, planejando o amanhã de forma coerente do que viver com a faca nos dentes caçando tubarões no mar vermelho.

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