retrofoguetes

Regurgitar-se, retroalimentar-se, enxergar de dentro para fora, experiência máxima, experimentação, vivência, relevância. Vivência sem violência, receptividade sem passividade, interconectividade profusa, hiperatividade confusa, mega uploads, downloads de informações que nos rodeiam, nos cercam, nos jogam de pernas pro ar literal, física e megalomaniacamente falando. Falando, tocando, trocando, vivendo, absorvendo, osmose de informações, mais estímulos por minuto que batimentos cardíacos, mais rápido que os olhos conseguem acompanhar.

Baitas baques batucados: “tum tum” no cérebro, mente, corpo e alma em agitação, louca confusão. Muitas abas abertas, música aqui, vídeo ali, textos, sites, blogs, redes sociais, janelas, chats, tudo ao mesmo tempo agora, experimentando bandas novas (novas ao menos para mim ou nem tanto), de fato experimentando novas interpretações e comportamentos, compartimentos, mantimentos, até novas e boas amizades. Amizade não se experimenta, de certo, amizade se vive, se ama. Perdi o texto que estava na minha cabeça ontem que viraria um post no blog, se perdeu no meio do texto de ontem mesmo, virou vapor, ideia que se encontra em outras esferas, camadas do meu cérebro e talvez em algum momento volte a superfície.

“Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro”. Dinheiro fazendo arte, artistas fazendo computadores que mancham de vermelho notas de dinheiro em máquinas que aprisionam um bem ridículo que cismamos em dizer que é nosso. E o que é nosso senão nós mesmo e somente aquilo que podemos carregar não em nossas mãos, mas em nosso ser?

Retrofoguetes atiram para todos os lados e até em si mesmos. Formidável é essa família musical que nos preenche de sábias palavras daquilo que por hora volta e meia esquecemos, em doce voz, cativantes melodias. Música nos preenche como trilha sonora, mais uma camada, sutil e linda que se mescla naturalmente na existência entre tantos outros estímulos, mas que passa um toque, massageando sentimentos de forma especial, não passa em branco.

Solto nada está, até porque no meio de tanta confusão na teia se confundem os caminhos, os sentidos e objetivos e de tão densa fica, tudo se sustenta como uma favela cultural, rica. A favela é cultura popular e é rica enquanto durar, e dura enquanto é rica, continua o ciclo de irregularmente se retroalimentar.

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Um pouco de continuação do post: novas conexões.

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Ouvindo: Retrofoguetes, Formidável Família Musical

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