oficina

Que se instale o diabo
no corpo, na mente, no desejo de prazer, nas córneas
que abra a janela da alma, o portal para descobrir o desconhecido

antes isso que o descaso, o marasmo
a marola que não é onda
o querer que se rende a preguiça da poltrona em frente a TV

as futilidades, o escapismo que não leva ao nada
que hipnotiza e gruda na pele feito tatuagem de bêbado arrependido no dia seguinte
a não maquinar nada, não se move, não se anda, não se vê

a vida passa rápida de mais
do freestyle ao racional, do memorável, histórico ao pessoal
daquilo que efetivamente pensamos, somos e fazemos

maquina oficinas o diabo, na mente que esvazia nessa profusão de coisas chatas
antes ele plantando sementes boas ou ruins
que o marasmo do nada acontecer no vácuo entre ouvidos surdos de não sentir

antes abraçar o coisa ruim ou o sangue bom
que ficar parado esperando as coisas acontecerem, passivamente
a mão na massa, a vontade, a vida que se vive, que só se sabe vivendo.

~ ~ ~
Ouvindo: Nevilton

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