quantas vezes

Quantas vezes na vida você se permitiu tocar o coração de uma pessoa? Ouvi-la, senti-la, embrenhar na percepção profunda e pura. Quantas vezes deixou seu coração aberto, afim de falar e ser ouvido e sentido por outras pessoas? Tocado e abraçado, acolhido em braços carinhosos.

Por tantas vezes você, eu e muito mais pessoas nos esquecemos que o canal é uma via de mão dupla, não adianta um coração sentir sozinho, não adianta querer falar sozinho, de nada importa apontar olhos em lágrimas sem que ninguém perceba. O emissor, precisa não só da mensagem e do canal, mas fundamentalmente do receptor, senão não se estabelece contato, a mensagem chega ao final do caminho como um trem que cai ribanceira abaixo após acabarem os trilhos.

Espelho, poderia ser essa uma das soluções, seu coração se abre, seus olhos e entregam às lágrimas e você num primeiro momento presencia física e mentalmente a cena, como emissor e como receptor. Na verdade você é, em si, a própria mensagem. Seu corpo fala, você fala, em palavras faladas, em palavras mudas, em gestos, sílabas cortadas, soluços, lágrimas, rugas, doenças, sorrisos, defeitos e qualidades. Quantas vezes então você se permitiu ouvir seu próprio corpo, sua mente, seus desejos carnais, mentais, espirituais? Um gesto de amor próprio, um pedido, a mesma mão que pede é aquela que oferece ajuda.

Auto-reflexão, amor próprio, se cuidar, se amar é como olhar para um espelho e não ver só a si mesmo, mas se ver como você mesmo e ao mesmo tempo se ver como outra pessoa. Ao mesmo tempo é aquela pessoa que você conhece desde sempre, e também é aquela pessoa que nem mesmo você conhece, que está por descobrir, em detalhes, por partes, ao todo.

Está dentro de você mesmo o motivo, o meio, o estímulo, a razão, o objetivo, a vontade motivadora, todas as recompensar para querer fazer, para querer mudar, para querer ser, continuar sendo, para conquistar, questionar, compartilhar, se ajudar, crescer, ir e voltar, subir e descer, se permitir e frear. Dentro de você o motivo e motivação em se gostar, parte de você querer e se amar. A força que pode então impulsionar e motivar a ousar, a ser por si próprio, a ser em si e por si acima de tudo, e poder então ser para e pelos outros. Não há como viver a vida dos outros, nem para e nem por eles. Há sim o viver por si próprio e assim poder se entregar por completo como quiser a outras pessoas, consciente de si, puro naquilo que possa oferecer.

Quantas vezes você se permitiu viver e se aceitar, se gostas, se amar? Independente de espelho, pode até ser de olhos fechados, é um gesto de olhar para dentro, de externar aquilo que está e sempre esteve antes de tudo lá no fundo de você mesmo, basta descobrir-se.

Anúncios

Um pensamento sobre “quantas vezes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s