amor flácido

Algumas vezes por dia ouço certas pessoas dizendo “te amo” para as mais variadas pessoas, de convívio direto ou não, pessoas do trabalho, pessoas das quais depende ou elas que dependem de seu trabalho. E é tão fácil e corriqueiro quanto duvidoso esse sentimento.

Às vezes é só questão de medir as palavras, ou pensar um pouco antes de falar, pois o sentimento não é bem aquele, e palavras e expressões ficam banalizadas na ponta da língua, doidas por serem disparadas. Algumas pessoas caem nessa lábia, acreditam mesmo nisso. E vai depois dizer pra elas que esse “amor” não é bem aquilo que elas estavam esperando. Um “obrigado”, “de nada”, “bom dia” ou “amigo” às vezes cabe melhor.

Esse sentimento fácil, de palavras soltas, da boca pra fora, só para tentar amenizar a reação da outra pessoa ou externar algo bom não deve ser confundido com algo tão puro quanto amor. Esse “amor” fácil, falho, de tanto se estender a toda e qualquer criatura que esteja a rodear, se torna amplamente corriqueiro e elástico. E de tanto expandir-se, torna-se flácido ao cair nos olhos da verdade. Perde a elasticidade e a liga, perde a relevância e o sentido real, confunde-se com mentira ou desculpa, torna-se menor, sem se perceber.

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