do pó ao aço, do diamante ao bagaço

Vira pó
vira mundo
vira estrela, ideia, absurdo

vira nó
vira tudo
vira mesa, joga fora, fica mudo

a limalha se mistura ao grão da terra
do pó ao pó, do barro, da costela
da linda flor, do sal, do sol
da reação brota vida

corado corpo
cambaleante engatinhando primeiros passos
vacilante nas palavras
olhos brilham descobrindo mundos
diamantes brilhantes nas órbitas oculares
a observar de tudo

vivendo e amadurecendo
dos cabelos que caem
e das farpas de unhas cortadas ou ruídas
em queda a repousar

de chão onde pó, pau e pedra fazem base
somam-se nossa caspa, cuspe, pele rota, velha e caída
nossa remela ao acordar
nossos sonhos ao se fechar introspectivos
o corpo que se entrega
repousa leve e adormece
ou de abrupto ato desmorona em queda livre
sobra apenas o bagaço
mas eterna fica a ligação de energia que vai além da vida.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s