passado

Um pouco de medo me bate às vezes, em não querer ou não saber como olhar para o passado.

Estando perto ou longe, bastando um clique, uma ligação, uma cavucada nos arquivos… mas batem dúvidas. Não sei se encontrarei teias de aranha ou palavras de carinho, talvez nostalgia ou simples indiferença. Tantos casos, tanto descaso, tantas pessoas, tanta falta, quantos olhares e tantos virando as costas.

Os números da agenda vão ficando obsoletos, a lista de e-mails virando catálogo de velhos endereços abandonados. Aqueles que nasceram juntos, hoje já tem uma idade completamente diferente da minha, seja para mais ou para menos. Nosso mundo quando crianças agora caminham mundos e realidades separadas.

Me sinto o próprio passado, parado no tempo. Me sinto passado para trás, atropelado, soterrado pelo presente e pelo que virá no futuro.

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