veste a cara com a palhaçada que a alegria merece

a gente inventa
e quanto descobre que não, tudo é sim
mesmo aquilo que não é

a gente inventa
se não der certo agora, a gente tenta

cada mentira contada vira verdade
cada verdade negada vira esquecimento

sair de casa é somente dar um pulo
e voltar é trazer o mundo descoberto
nas costas que sentem um peso leve
mas rico em emoções vividas
em corações partidos
em lágrimas
em pureza

a gente acha que não
perde as esperanças
mas sabe que olhar para trás pode sim ser uma possibilidade

a gente gira gira e não sai do lugar
mas o mundo gira e dá cambalhotas que nós nem percebemos

hoje em dia tudo é possível
como sempre foi
mas às vezes parece que negamos isso

hoje em dia impossível é aquilo que a gente não quer
não quer acreditar
não quer fazer
não quer negar e nem adimitir

possível é impossibilitar a possibilidade
é negar o que parece claro
é negar a negação e virar o jogo

a gente inventa
a gente representa
e veste a cara com a palhaçada que a alegria merece

um livro é somente um livro se você não abri-lo
um tijolo de papel para paredes frágeis
é um manual sem explicação clara
é lição que alguém traduziu em palavras
que deverão ser novamente interpretadas

a gente inventa histórias
as histórias nos inventam
e nada fica por isso mesmo

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