as vozes não se calam

Das ancas à cabeça
das garças à sem graça
de motos à maremotos
de revoluções à evoluções
do ninguém ao alguém

do silêncio ao caos

das antas aos ignorantes
das graves às piores
das greves à violência
do ensino ao descaso
do nicho ao misto

do índio ao revendo
do plebeu ao marechal

do caos à falta de silêncio para se expressar!

do cala-te boca ao cale essa boca
do cálice ao cale-se
do tapa à cara
do cara ao acará
do todo mundo à ninguém
do ninguém ao nada

da vizinha à fofoca
do visual à foca
da vaca ao cavalo
do meu para o seu prato

da falta de se expressar à falta de vontade de mudar

as vozes não se calam
as de fora gritam mais que as dentro da minha cabeça
as vozes não se calam
e as dentro da sala gritam como em ambientes abertos

dói a falta de não saber parar de ouvir
de não ter escolha à fazer as escolhas erradas
de poder escolher à ter que aturar
de se achar à se perder

do silêncio ao caos.

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