aventura do coração imortal

Você pode sentir arranhar a garganta, o relógio apontando seu ponteiro no peito ferindo diretamente a mente, abrindo um buraco tão grande que não cabe nada. Não caberá o que passou e o que virá. O tempo se acaba mais e mais rápido, e dura infinitamente como não planejado. Mas há mais…

Dinheiro não compra coração, não compra verdade, não faz mentira, nada além do que as pessoas realmente se propõem a fazer. Mas um bom coração pode dar vida, pode curá-la, pode resgatar das profundezas alguém que se perdeu. Ou entregar às profundezas alguém que se deixou perder. Existirá sempre uma corda, mesmo que invisível, para resgatar o que vale a pena.

Vão-se os dedos, ficam os anéis. Corta-se a cabeça e resta o corpo sem vida. Fere-se o coração e não sobra nem a essência, somente se for muito forte. Fica uma pontinha de amargura, mas o coração sabe ser sentimental, sabe também ser maduro e depois ele te prova que você mesmo é que se perdeu em sentimentalismo, quando ele brincando, deixou você pensar que era ele que te deixava bobão, meloso. Ele já sabia a resposta, estava esperando você acompanhá-lo.

Coração não é vagabundo, mas é malandrinho. Coração não é de pedra, mas é forte. Coração não é só músculo, é sentimento que dá liga. Você pode até transplantar o coração, mas a alma dele continua amiga-irmã, companheira da sua.

Coração não morre, ele evolui. Coração como órgão é apenas essencial. Mas ele como essência é monumental.

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