lágrimas de uma noite

Eu vi um menino no rio
olhando para águas turvas e esperanças fluidas
quando reparei, o rio era uma grande poça
o menino não tinha nome
e o que tremulava a água não era vida
mas lágrimas de uma noite escura

eu vi um menino vazio
que nem água turva fluía de seus olhos
através do reflexo fui lembrando:
do nome do menino
e que esperança, para existir
deve brotar de dentro de si

foi então que a noite me ensinou
que uma poça de chuva
de águas turvas
pode refletir aquilo de mais claro que esquecemos de ver
ou aquilo que esquecemos de ser
vislumbrando possibilidades

então vi um menino
de trinta e poucos anos
mas ainda um menino
que sorriu para o próprio reflexo
sem importar o nome
mas com esperanças a assinar pela vida.

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