quem?

Quem sou, me pergunto.

Respiro algo estranho no ar, e tudo à minha volta parece diferente. Talvez eu esteja diferente, ou apenas ache isso. Talvez não me ache, não me encontre, e perco tentando me achar.

E quem sou? Confusão

Passaram anos, as marcas nas mãos e no corpo dizem isso. Há mais uma cor, ou falta dela, nos cabelos. O cara no espelho tem mais furos na cara, feridas no corpo e buracos abertos. Expus-me, entreguei, recuei, errei, nem sei porque, quando e nem para quem.

E agora? Não sei.

Tentei caminhos, dormi tarde, nem acordei, criei expectativas, me ferrei e sofri. Olhei e pensei, desejei o que não devia. Devi o que não pude entregar e fiz sofrer, magoar. Os caminhos que se abrem às vezes me parecem tão incertos que me dão medo de tentar, ou mesmo na coragem não sei vislumbrar porque deveria segui-los, sem saber a razão para tal.

Quem sou? Eu respondo: não sei.

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