pena

Não, não me olhe assim, meio torto, meio dúvida, meio pena. Não me dê conselhos, pois não sei se serei capaz de absorver, à pesar de já ter entendido o recado.

Sei o que quero, sinto que não posso. Queria muito não querer, mas não é fácil assim. De tantos “nãos” da minha parte em tentar negar e fugir disso, o “não” que ouço, que vejo, que sinto, é talvez o pior.

Nego e fujo, fujo e me perco, me perco e caio em dúvidas, me fecho.

Como música em outra língua: eletrizante e puro êxtase, mas confusa, sem sentido, e a banda acabou. A ilusão de um momento alegre, uma foto ou comentário, e pareço bem novamente. Está tudo bem, só que não. Parece apenas, da pele pra fora.

Hoje não quero conversar, uma pena, pois depois o tempo passa, e com ele a coragem, oportunidades e um monte de coisas boas e ruins. Minha mente tem um buraco grande, o coração apertou, ficou pequenininho, minha pele é uma tela em branco, agora tenho que aprender a usar as cores e reescrever as coisas.

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