uma rua chamada Meia Noite

Em uma certa rua, chamada Meia Noite, havia mais histórias a contar do que somente o que acontecia nesse tal horário de adormecer o dia. Dormiam crianças na calçada, centenas de carros se perdiam nem notando o caminho, o china do pastel que fechou as portas e foi pra um pouco mais além no subúrbio, e nem o fiscal de ônibus fica mais ali de bobeira dando mole ao azar. As belas meninas namoradeiras hoje já não enfeitam mais as janelas, ou passaram da idade de menina ou carregam dentro de si outras meninas. As crianças já não correm pelas ruas deixando os pais preocupados. As bicicletas e bolas deixadas de lado, as crianças deixadas, e as drogas figurando bem ao lado.

Na Meia Noite a festa já está começando: butecos fervilhando bêbadas esperanças, ah e com caraokê, camas pegando fogo, sabe-se lá quantos são de casais felizes e quantas são puladas de cerca. Aquela luz vermelha ali não me engana, e nem aquelas roupas voando pela janela. Mas naquela outra janela vejo um belo jantar à luz de velas, acho que terá casamento. 

Na rua da Meia Noite a luz ta fraquinha, mas ainda dá pra ver um pouco da alegria pintada pra copa ou pro carnaval, a rua não pára nunca, mas brinca animada quando a campeã canta na avenida. Nem tudo são flores, até porque os canteiros minguaram. Nem tudo são glórias porque o título está escapando ou o time quase sendo rebaixado. 

Voltando pra casa, ainda bem antes da meia noite, vejo céu escuro, mas uma solitária estrela lá em cima me lembra que é bom sim ter esperanças. 

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