verso

Viro verso, parte, não estrofe, nem refrão, nada suficiente para poesia inteira. Olho o verso, viro do avesso, viro ao contrário, olho dentro, procuro a bula ou instruções. Nada!

Nado e nada de achar praia, porto seguro não parece me pertencer. Então não acho bom me seguir.

Verso uma vida incerta, trilhando dúvidas, compondo coleção de incertezas. Falta espaço nas prateleiras para tantos volumes. Quebrei sonhos e regras, não sou soneto. Esvaziei as páginas, estão em branco, aos cadernos pela frente, sem lógica, sem perspectivas. Perdi ritmo, rima, cadência, não sou poesia. Versos soltos não fazem poema. Escorrem pelos dedos a poética e a lírica, ideologias em dúvida, me restou idealizar, mas nem sempre isso é certo.

Não sei se o lado de fora é o verso ou o avesso. Não sei se o de dentro está exposto. Se sou verso, não completo, não lido.

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