sabor da vida

Pedi o cardápio. O garçom trouxe um livro grosso, de tantas páginas não numeradas que nem consegui contar. Disse que tem para todos os gostos, dos mais exóticos aos mais clássicos, de gula à cura, pecado e luxúria até mais pura santidade.

Fiquei sem entender. Mas ao abrir o livro pude abrir a mente, mesmo ainda com enorme incerteza do que era aquilo tudo. Quanto mais folheava via doces, salgados, ácidos, amargos, entradas, pratos principais e acompanhamentos, de todas as cores, dos trópicos, de cada país, curtidas ao tempo. E me enchia de vontade de experimentar tudo, lambendo os lábios, perigando virar enjoo de tanta opção.

Parecia não ter fim, mas o garçom disse que aquele era somente o primeiro volume. Não pude acreditar e nem nos mais criativos sonhos, livros e filmes imaginaria tanta fartura.
Tem sabores que não queremos provar, por medo ou má impressão. Tem sabores que por serem proibido nos atraem ainda mais. Tem aquela que queremos repetir sempre. Tem aqueles que queremos incrementar e melhorar.

Não tem idade pra cair de boca e lambuzar a cara toda. Não tem etiqueta e bons modos. Cada sabor que ainda não foi provado, é sempre um sabor novo.

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