era uma vez

Há muito tempo atrás havia um poeta, e nada mais. Como surgiu o poeta não se sabe. Mas também, sobre outro grande ser não se sabe bem sua história. E nada mais havia.

Na cabeça do poeta começava um certo desconforto, um chamado para despertar da falta de algo que ele não sabia o quê. Então o poeta pôs-se a imaginar. E veio cor, veio ideia, veio dúvida, encanto, poesia, veio vontade e veio vida. Imaginou o que o alimentaria, e como isso viria. Imaginou como seria sua própria forma, altura, pele, seus sentidos e a forma como expressaria aquilo tudo. Começou a tecer uma complexa e harmoniosa teia em uma tela que não era mais branca.

E então abriu a mão, imaginou uma semente pequeninha, planou na palma da mão e a fechou. Regou com seus pensamentos mais criativos, inventivos e amor. Descobriu que queria compartilhar, e se sentiu sozinho, então imaginou mais um pouquinho, outros como ele.

E aquela sementinha em sua mão foi crescendo, fincando raízes, e ele pôde observar diante de si o grande feito que imaginara. Algo complexo, colorido, vivo, e ele não estava mais sozinho. Já não cabia em suas mãos e por outras mãos foi sendo também cultivado. Era maior que ele próprio.

Era uma vez um poeta, que criou o mundo, maior do que achou que pudesse imaginar.

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