espelho meu

 
Olho pela janela e me vejo ilustrado na correria e na loucura, na cobrança, no erro, nos encontros e desencontros, nas frustrações. Na violação frenética do pensamento que engana, do não saber o que querer, das atitudes duvidosas e palavras estranhas ao que meu ser não soube pôr para fora, pareço às vezes fugir de mim, me isolar ou nem saber quem sou ou o que serei. Espelho que esconde, mostra, mas não revela quem sou, ou se sou pura dúvida. Antes dúvida do que dívida, melhor desencontrar do que ficar devendo. 

Caminhos torto, curtas distâncias demoradas de cumprir, tempo que voa, bloqueios de vias, a vida no eterno protesto ou questionamento do ser. E agora, sento num cômodo vazio e apago a luz ou abro a janela para respirar? Me isolo com esse fone no ouvido ou grito pela janela?

Uma vontade da busca mas ao mesmo tempo uma incompreensão do que e como fazer, se é mesmo real aquilo que parece oportunidade surgindo à minha frente. Passou mais uma talvez, nunca saberei. 

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