as cortinas da cidade


A cidade é cheia de olhares, pontos de vista, pontos de fuga, em meio ao caos a calmaria, no meio da paz a disparidade barulhenta de ruídos calorosamente tensos. A cidade não dorme porque as pessoas não param. Parei de usar relógio porque às vezes as horas não fazem sentido. Entre becos escondem-se segredos e perigos, revelam-se certezas, cultivam-se prazeres, roubam-se bens, corações ou beijos, dança a molecada, inventam-se novas brincadeiras. Portas e janelas, abrem-se ao mundo, formando mentes de intelecto observador, ávidos por mudanças de paradigmas, ou mesmo fraca gente que aceita passivamente cada sermão que a vida lhes dá. Estender uma mão é como abrir os olhos e enchergar uma nova cidade, cheia de suas cortinas, coloridas, opacas, com ou sem blecaute, que escondem ou que instigam a curiosidade. A cidade é muitas outras por trás de suas cortinas. 

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