“um trem pras estrelas”


Numa noite nublada, saindo do buraco do metrô avisto a escuridão a cair no verão do Rio. Como passa rápida a vida! As horas contadas quando as luzes acendem e as lojas fecham, e as ruas quase nunca desertas que apenas fingem dormir. Toca Cazuza no rádio e me deparo com betume na grande tela do topo do mundo. Precisaria um trem bem forte para romper barreiras do peito ao céu buscando alcançar estrelas. Visível no centro de tudo reina uma meia lua dourada e linda. Não importam seus nomes, mais que isso me encanta sua beleza, os seus mitos de fases que são um mistério. Dois sorrisos, ou vários, e ganho meu dia. A vida é um roteiro ainda não escrito, que toma forma nas linhas tortas. Somos os astros, somos o tempo, somos enigmas, somos estrelas. 

desandar

Deixa desandar a baixaria
que de samba o povo faz alegria
deixa destilar a cachaça

deixa prender o cabelo
no calor do corpo belo
deixa descabelar
o povo quer brincar

com o sol que arde
ou na chuva que brinda

seja pé no chão
seja sandália rasteira

deixa desandar a alegria
que na mistura de ritmo
se faz arte, se faz vida
deixa brincar
deixa sacanear
embaralhar pés e braços, abraços
deixa beijar
deixa abraçar
levantar a saia ao rodar
deixa deixar.

mirradinho

Samba de uma nota
nota só, só uma nota
samba de malandro
samba de solidão
samba de roda
samba canção

note a cadência
no requebra
na ginga
samba miudinho
samba de gringo
samba pra inglês ver
samba na escola
escola de samba

samba no pé é a grande escola
miudinho ou espalhafatoso
espontâneo é livre, leve e solto

mirradinho corpo de moleque
letrado na arte do samba
bamba no barracão
na passarela

na cadência bonita
da mulata que deixa doido
mestre-sala, do passista ao turista
a maestria rodopiante da porta-bandeira
coloridas baianas

pelo riso, sorriso feliz
gargalhada escancarada
festa da felicidade
esquece o mirradinho salário
sofrido dia-a-dia
pequenino perto de tamanha grandeza
que é a magia do samba

que amor é esse então
que encanta multidões arrastando bloco
que sacrifício e dor tornam-se forças
pra cobrir de colorido o samba sambado
cantado e encantado
preenchendo toda a avenida.

híbrido

Era para se intitular “entre CDs e HQs”, mas para que ser tão literal? Bem, já que entreguei de bandeja e estraguei a surpresa, vamos lá ao que interessa.

Final de semana passou e aconteceram alguns fatos que me fizeram repensar coisas. Na sexta-feira fui encontrar o povo louco e rabiscador no Chopp Criativo, acabou que me permiti ficar até um pouco mais tarde pela rua na companhia de bons, velhos e novos amigos. E isso foi ótimo. Nem parecia que tinha ido dormir  2 e 4 horas nas madrugadas anteriores, e naquela noite chegava em casa por volta de 1 hora, parece que o cansaço só viria mesmo nos breves descansos de sábado ou domingo, e assim foi.

Sábado acordei um pouco cedo e fui ao Méier levar umas encomendas de buttons e passear um pouco, passando pela Metrópolis ver umas revistas em quadrinhos. Antes passei pela Outside CDs e incrivelmente estava fechada. Fui dar um rolé rápido e ver a muvuca já da Páscoa. Voltei pra casa ligeiro debaixo de sol, almocei, tomei um banho e voltei para a segunda maratona pelo Méier. Dei um mega pulo novamente na Matrópolis e comprei HQs (velhas e nova) e saí doido por um copo de água salvador, ufa! Depois de andar um pouquinho voltei a Outside para ver a farra que o povo iria fazer lá botando um som e jogando conversa fora. Realmente “outside”, parece uma realidade alternativas, fora do tempo, sem um tempo definido, sem preocupações externas viciosas e viciantes, sufocantes. Punks, alternativos, caretas, despreocupados, cansados, limpos ou suados, surrados, não importa, são (somos) pessoas de verdade, cada história…

Sábado teve a tal “hora do planeta“, talvez eu não tenha economizado tanta energia ali no horário correto, mas me permiti então um final de semana inteirinho sem ligar o computador, offline. Ou melhor: online, conectado comigo mesmo, café da manhã bom com a Lili, namorando, programas leves na TV, filmes simples, revistas em quadrinhos, preguiça, passeio pelo CCBB, pizza e cabeça leve.

A vida muda em atos simples que tomamos.

Segunda-feira reencontrei um grande amigo pra jogar conversa fora e pegar um material para produzir. Milkshake no Bob’s é algo tão antigo mas tão bom.

E para fechar esse papo todo, nada mais analógico que encontrar um povo mega legal, divertido e interessado por realmente fazer a diferença. Fui encontrar o pessoal do grupo Lomo-RJ no Espaço de Cinema do Estação em Botafogo pra ver um projeto de fotografia analógica. Cheguei, fui no sebo (sebo é sempre muito bom!), depois sentei, abri meu livrinho, li um pouco e logo foram chegando. Nem me toquei da hora, minha namorada quase chegando em casa e eu saindo ainda de Botafogo pra pegar um ônibus pra Vila Isabel e depois Lins.

Ah, mas porque “entre CDs e HQs”? HQs é óbvio, terminei finalmente de ler “Fábulas #7“, voltei a começar a ler “The Umbrella Academy” e ainda tem mais um monte de revistas para ler. E estou aqui ouvindo CD da banda Nocturno, alternativa, do Eduardo Pletsch (da Outside CDs). Que álbum, excelentes composições, produção, tudo impecável, muito bom. Quem quiser ouvir, recomendo que vá pegar o CD direto com ele.

~ ~ ~
Ouvindo: Nocturno

olhos fechados

Cospe na minha cara
eu não gosto de você

entra, faz graça
sorri, faz pirraça

ofereço-me a tapa …

quero brigar até aprender
na marra …

não gosto do meu eu
quando não sou eu mesmo
quero brigar até aprender
na marra …
não gosto do que vejo
não sou eu no espelho
quero brigar até aprender
na marra …

quebro em mil pedaços
estilhaços cravados

fere, na raça
machuca, de graça

ofereço-me a tapa …

tanto … tempo
olhos fechados …
não me … conheço
corpo trancado

não gosto do meu eu
… não sou eu mesmo
quero brigar …
na marra …
não gosto do que vejo
na marra …
não sou eu no espelho
na marra …

chinfrim seus modos

pegue aquele reggae roots no armário
vista seu leão na camiseta
de manga rota e ao contrário

pegue meia tulipa de samba
calçado lustroso
penteado nobre e vistoso

ora bolas
chinfrim seus modos
ora bolas … ora bolas
modos magistrais

rasge o velho rock jeans
arrasando corações
43 de James Jean

ora bolas
chinfrim seus modos
ora bolas … ora bolas
misturas magistrais

amor a música

Mas hoje por favor… vem me fazer feliz. Vem, vem brilhar por entre estrelas e neons azuis, só por essa noite vem.” ( Columbia – Não )

Hoje quis me dedicar um tempo como há muito não fazia, apenas deitar, e mesmo na ausência do discman, trouxe o MacBook para a cama, carreguei algumas boas músicas e me deliciei em poesias que me tocam o coração. Isso me trás várias lembranças, pois como comecei a apreciar música de uma certa forma meio tarde na vida, o fato de cada nova descoberta musical vem com grande empolgação e expectativa para mim. É como um ritual antigo, até arcaico se levarmos em conta os novos rumos da tecnologia. Sim, desde lá atras da época de fita K7, ajoelhado ou sentado ao lado da cama ouvindo rádio até vir CD e internet, mas tudo sempre plugado na musica. Era ouvir na rádio o programa do João Gordo e outras tosqueiras e procurar na internet um monte de bandas de nomes estranhos, de punks a coisas muito engraçadas. E o “ruim” na opinião dos outros era como um grande sorriso que se abria como criança em meu rosto.

O ritual seguiu, e depois de mesadas e primeiros salários, cada CD comprado ou ganho era um brilhar de olhos, de abrir lentamente, sentir o cheirinho de plástico e encarte impresso, descobrir as primeiras cores, formas e arte, colocar o CD no discman preto do meu irmão, e mesmo depois da época dos MP3 players, comprei meu primeiro discman, azul e branco, parecia mágica! Mas foi ali, que meu companheiro deitava ao meu lado na cama, repousava um CD bruto, pesado, ou leve e lúdico, mas um momento intocável, o meu infinito particular.

Graças a estar sempre entrando em lojas para procurar CDs, graças a existir a Outside CDs, no Méier, trocando ideias com o lendário Eduardo Pletsch, que fui preenchendo minhas prateleiras de álbuns, conhecendo novas bandas. Depois de muito tempo veio meu iPod, e internet mais rapidinha (nem tanto assim), mas se tornou quase uma meta de passar todos meus CDs para o brinquedinho branco tocador de músicas, estou chegando lá.

Mas faltava algo. Mesmo que volta e meia parasse um pouco diante da MTV, Multishow, VH1, PlayTV, internet me deparando com algumas boas e criativas bandas e artistas, me faltava a mesma sede de me embrenhar no baú nadar como um descobridor em busca de sorrisos e boas palpitações no peito. Ontem na internet abri o bom e velho Trama Virtual e esbarrei em algumas velhas bandas que ouvir, hoje, confesso, que tirei uma lasquinha da boa internet do trabalho e baixei algumas coisas, das antigas, me deparei até com novos sons e álbuns de artistas que me encantam, e pesquei alguns nomes novos. Pronto, foi isso, salvei tudo no pendrive e trouxe para casa, para recarregar minha estante virtual de boa música.

Acabei de ouvir um EP de 2004 da bela e doce Columbia, letras maravilhosas, melodias suaves, leves, mas fortes, cheias de boas mensagens. E me preparo para ouvir o tão aguardado (por mim) primeiro CD da banda Manacá. Aguardado, porque tem alguns meses (anos) que me coçava em ver que foi lançado nas lojas e peguei a primeira vez e não comprei… claro que me arrependi, então semana passada nosso encontro aconteceu novamente e não me permiti pensar duas vezes, peguei e não larguei mais. O independente, que comprei na época direto com o guitarrista Luiz César Pintoni é maravilhoso, o show então, se palavras. Por isso minhas expectativas sobre o álbum completo são as maiores possíveis, e tenho certeza que me reservam boas surpresas.

Bem, então é isso, talvez eu volte para comentar sobre essa experiências sonora/artística, mas se não vier liberar minhas opiniões, mesmo assim saibam que as palavras floreiam e soam vivas e vibrantes no meu peito e mente.

Vento que bate, leva embora / pra longe / a tristeza que agora não posso / mais carregar / … / ai que esse amor de tão grande/ acaba por me matar.” ( Manacá – Lua estrela )

#Ouça Boa Música. =)

~ ~ ~

> Ouvindo: Columbia, Manacá

pegando gosto

Paramram pam pam pam-PAM… quase tão bom quanto abrir a janela para um novo dia, acordando feliz e com sorriso no rosto, é poder redescobrir, no dia já em andamento, novos ou velhos acordes, letras, ritmo e poesia de boa música. Floresce e cresce, germina um sentimento bom, a vibração, o balançar a cabeça, bater pé no chá, batucar na mesa, o fone e aquele som fervilhando nos ouvidos, vivo, bom de mais.

Música, seja rock, mpb, samba, emo, anti-música… contagia de forma inexplicável, é atemporal, visceral. Ontem resgatei e preenchi meu dia com um pouco mais dessa alegria, de bom som, ótima companhia.

> Ouvindo: Ecos Falsos ( @EcosFalsos ), Móveis Coloniais de Acaju ( @Moveis ), Ed Motta ( @EdMotta )

show

Se a vida até parece uma festa, logo “show” é uma das cerejas que enfeitam esse bolo.

Faz um certo tempo que não vou a shows, mas já fui em alguns que realmente foram momentos muito especiais. É uma empolgação diferente, uma energia inexplicável, uma coisa positiva, uma alegria contagiante. Sabe aquela expectativa, aquela vontade, que faz ficar ouvindo as músicas do artista ou banda o dia inteiro antes do show? É como uma prévia, um preparativo, um “entrar no clima” e vamos que vamos.

Show em local aberto, na praia, show em grandes casas, em casas tradicionais, em lugares fechados e apertados, na praça ou em lojas alternativas, pequenas e mesmo assim lotadas de gente legal. De momentos hilários, insanos, estúpidos, surreais, empolgantes, sempre uma nova aventura ou descoberta. De gente se jogando, rastejando pelo chão da Outside, ou tentando dar mosh no Odisséia (ou conseguindo dar mosh), de shows que não deveriam acabar nunca, como Titãs no Circo Voador. Das esperas meio tensas e meio enfadonhas esperando o espetáculo começar, como O Rappa no Circo, a espera foi legal, pelo estado etílico dos amigos. Ou pelos “parabéns pra você” para a Pitty. Das várias bandas independentes e alternativas, no Circo, Odisséia, Ruído Festival no ex-BallRoom e por aí vai… Conversa de bar com amigos e conhecidos dos amigos, no caso os 3 loucos da banda Rock Rocket, bêbados antes de começar o show.

Só não lembro se o mais trash foi o ambiente da Casa da Zorra (pelo menos os shows foram legais) ou a quase eterna espera pelo show (tosco) do Rogério Skylab, seguido de Lobão no Odisséia, umas 3 ou 4 horas de espera, para 40 minutos de shows (contando os 2 juntos), maior furada que me meti, junto com um casal de amigos, coitados. É, acho que pela descrição, deu pra descobrir o mais trash. Skylab uma lagartixa dançante pelas paredes, com sua acidez de um bancário reprimido e revoltado com o mundo e a própria vida (e a dos outros), e um Lobão nada simpático naquela noite. Se não tivesse um pouco de humor, diria que foram os 40 minutos mais de boca aberta e pensando “o que estou fazendo aqui?” da minha vida. Mas valeu a experiência e serviu de aviso para pensar bastante antes da próxima aventura.

Teve também um show que cheguei a entrar, mas não assisti, pois eu e um amigo chegamos muito cedo, e parecia que a casa não iria encher de maneira alguma, então resolvemos (ele quase me obrigou) desenrolar com os bilheteiros para sair sem pagar (visto que ficamos poucos minutos e nem consumimos. Uma pena mesmo pois era um show que seria memorável e queria muito assistir. Pena maior ainda foi que a banda Jimi James acabou pouco tempo depois Mas tudo bem.

Bom mesmo é ver show dos amigos: Pancreas, Sicoma, ONG, Lunar 4, Interzona, Dark Tower. Além de boa música, tem boa companhia. =)

Momentos bons, diversão sempre garantida, na alegria ou nas furadas, filas, fotos, gritos, só ou acompanhado, de voltar pra casa de busão, taxi, de calça rasgada e sem voz. Ta aí, a vida é simples como boa música.

Na lista, essa galera:
O Rappa, Titãs, Nando Reis, Pitty, Jota Quest, Lobão, Rogério Skylab, Leela, Rock Rocket, Jason, Marte, Audio 3, Replicantes, Wander Wildner, Sugar Kane, Jorge Ben Jor, Pic-Nic, Manacá, Morangos Mofados, Autoramas, Lenny Kravitz, Ramirez, Carbona, Rockted, Gramofocas, Zumbi do Mato, Columbia, Som da Rua, The Feitos, The Invisibles, Sex Noise, Strike, Los Hermanos, Os Retrovisores, Iron Maiden, Sepultura, Sheik Tosado, Banda Invisível, Pearl Jam … (não necessariamente nessa ordem).

dia simples

Disparo contra o sol / Sou forte, sou por acaso / Minha metralhadora cheia de mágoas / Eu sou um cara (Cazuza, “O tempo não pára“)

… é, a vida de simples tem pouco. Mas o pouco faz-se muito e é grande, é real. A simplicidade da vida é tão complexa que horas dá medo, horas dá alegria inexplicavelmente jovial, como criança que brinca e se lambuza.

Estou num momento “crise existencial” crítico, contraste, coisa estranha. De férias, meio relaxado, meio tenso, relaxado até de mais (no desleixo da palavra), triste, chateado, sensível e nervoso, ao tempo que me encho de paz e felicidade com meu amor. É estranho mesmo.

Mas hoje, me permiti sair da jaula e encarar o sol nervoso da tarde e caminhar até o Méier (Zona Norte, Rio de Janeiro), como há meses não fazia. E que boas lembranças me vieram, que momento agradável de caminhada firme, forte e intensa, constante, pra enrijecer as pernas e massagear o cérebro, respirar, oxigená-lo.

Qual não foi minha alegria de entrar na agência dos Correios com um pacote de caderno debaixo do braço, uma entrega para uma amiga distante, e ver a enorme fila. Opa, uma senha, e o relógio do meu celular comprovadamente errado, mas tudo bem, há um enorme ventilador para refrescar. Nem cinco minutos na fila para perceber que aquela espera além de longa seria muito divertida. Ah, a vida e a alegria contagiante das pessoas alheias, o desconhecido é às vezes o melhor dos humoristas que dão graça a vida. A moça na minha frente se perdeu em observações e logo suas reclamações ganharam graça, piadas e risadas por parte do cômico segurança da agência, melhor espírito não poderia haver no dia de hoje. E a conscidência da outra moça que perguntou “você gosta de rock, né?” Minha resposta não poderia ser outra senão um aceno de cabeça. E ela me recomendou passar na loja Outside, do meu amigo Eduardo, onde eu já me programava em ir. Estranhos fatos e conspirações (boas) da vida. Entre piadas, pitacos, senhas, risadas, chegou meu número: 699 e preenchendo um formulário, logo meu pacote estava pronto para viajar para São Paulo. Uma etapa vencida.

Saí dali fui dar uma volta pelo Shopping do Méier. Em pensar que há anos era um programa quase diário, depois quase todo final de semana, passear pela Dias da Cruz, vendo as lojinhas de CDs se mudarem, depois fecharem de vez, as mudanças, decadências e melhorias. (Faltou passar pela loja de quadrinhos) Hoje é um programa que faço pouco, mas não deixarei que se torne raro. Água, por favor, e vamos em frente. Lojas Americanas, e ainda é possível entrar, em meio a tantos ovos de Páscoa, em poucos dias se tornará um formigueiro de chocólatras.

Hora de rever um lugar quase sagrado para mim. Sagrado no sentido de ser um local de aprender, conhecer e sentir a criatividade musical, cultural, crítica, da cena alternativa. Outside CDs, loja do ícone Edardo Pletsch, um local estratégico, um lugar de resistência. Bom rever o amigo, trocar ideia, ouvir boa música, sentir aquela atmosfera, para mim várias lembranças. Finalmente comprei 2 ítens há muito esperados: o CD “RRRRRRROCK” da banda Autoramas e o livro “Caras dessa idade já não lêem manuais” do Leonardo Panço, músico (banda Jason), jornalista, ícone recluso do underground carioca. Super curioso ver uma menina magrinha e sua sacola cheia de coisas para colocar no brechó da loja. Divertido de mais aquele tal de roupa pra cá, sapato pra lá, coloca preço… rs. Coisa que não esperava numa terça-feira quente no Rio de Janeiro.

A caminhada de volta sempre passa mais rápida, o caminho é curto quando a mente está leve.

A vida nos surpreende, e agrada quando precisamos. E eu estava mesmo precisando de um dia simples.

> Recomendo:
Outside CD`s
Rua Dias da Cruz, 143, loja 205
Méier, Rio de Janeiro, RJ
Tel (21) 3899-0888

> Ouvindo: Secos & Molhados