esquecer


A vida me presenteou com falhas, que bom. Que benção enorme em ter falhas, para poder então a cada dia, a cada descoberta, cada pessoa, cada recaída, poder entender, assimilar e poder superar e amadurecer. No meu tempo de moleque não sabia o que era saudade, não compreendia amor, não vislumbrava um futuro ou carreira, não tinha memórias ou histórias, não sabia a proporção do que era amizade. Esquecer ou deixar de lado seria como negar a certeza de uma ignorância, que aos poucos vem sendo contornada e superada. Devo muito a tudo e todos que encontrei pelo caminho. Esquecer é negar evoluir. 

33

33 maneiras de ver o mundo, 33 anos tentando interpretar sentimentos, sensações e descobrir o que é vida. 33 x 33 e contando: dúvidas e certeza, lágrimas e risos, tristezs e alegrias. 33 anos e ainda me sinto jovem, de vida e vontade de buscar o melhor, ser uma pessoa melhor, me entregar de cabeça, ser alguém de amizade, amor, hamonia e felicidade. Agradeço a todo mundo que fez e faz parte da minha vida. 

amigos todos os dias


Quem não precisa de chaves para entrar, ou as tem em mãos é porque conquistou direito especial de fazer parte de uma vida em conjunto, de viver fatos e compartilhar momentos, bons e ruins, risos e lágrimas, quedas e conquistas. Mas que sabe, com palavras, gestos, carinho ou mesmo na distância, tornar sua vida e do amigo mais felizes e de amor. Feliz dia do amigo. E muito obrigado aos meus amigos pela chance de viver isso ao lado de vocês. 

caminhos que se encontram


Caminhos que se encontram sem sair do lugar. Montanhas que se movem pela grande e furiosa força que humano nenhum é capaz de domar. Olhares que dizem muito mais que palavras. Palavras ditas claramente mas que escondem significados. Sentimentos dos mais puros que se possa ter por algém. São caminhos para alcançar algo, mesmo que não haja busca nesse sentido. Amizades que se formam ao acaso, mas que marcam e ficam para sempre. Felicidade nos detalhes. Gratidão pelas oportunidades. Caminhos para buscar e viver. 

amor a gente deixa para os bons

Amor eu deixo para os bons
para os outros deixo minha cara de desprezo
que é o espelho que devolvo à sua ignorância

a sua falta de respeito me ofende
acha que me enfraquece?
ela te deixa vazio
te mostra o monstro que é
subproduto produzido em série, melhorado/piorado por um sistema corrupto

amor faço com minhas próprias mãos
melhor que te tocar impuro
e me sujar na tua falta de caráter

meu ódio é combustível
destilado dessa sua cara lavada
subornando e subjugando a pureza humana
uso esse óleo pra te lamber e fazer arder em fogo
e te apagar de uma vez por todas

vê se cresce
pois é inútil continuar sua brincadeirinha

acha que vai conseguir algo de bom?
não vai conseguir nem amostra grátis

amor verdadeiro talvez não saiba o que é
respeito, harmonia, caridade, humanidade
já ouviu falar?

então o que canalizo é para quem sabe dar valor
amor, carinho, afeto, abraço, sorriso
para quem realmente vale.

gêmeo

Saudade de você, meu amigo
da inocência do tempo de dividir uma mesa e criarmos juntos
da inocência de falar sobre a vida,
leve, simples, difícil… que se dane
de compartilhar o fone de ouvido
conhecendo nossos sons
de fazer planos
de me sentir tão empolgantemente jovem

saudade de ter um irmão quase gêmeo
e de como sabia rir das bobeiras e encarar muito mais fácil os problemas
ou como eles pareciam bem menores
bastava um rock e, fácil, tudo bem.

~ ~ ~
Ouvindo: Couting Crows – Mr. Jones

como é grande a nossa ignorância *

Como a Terra é pequenininha vista de longe. Como é pequenininha vista de pertinho, já que nem de lupa e nem de olhos fechados ou abertos enxergamos o todo, quando mais as sutilezas das partes. Como é grande a nossa ignorância, nossa imperfeita percepção. Como é sábia a fragilidade e acertado o fato da nossa ignorância, que no fundo é o fato que nos permite enxergar e aprender aos poucos, mas aprender e crescer sempre.

Em terra de cego quem tem um olho é rei. E quem tem dois é o que? Então me pergunto: e quem tem três ou mais olhos, é mais favorecido ou mais traumatizado por enxergar embaralhado aquilo que pode nem ser verdade, aquilo que ninguém além de si poderá balizar, admirar ou compartilhar?

Vivemos na terra de Malboro, feito cegos em tiroteio, onde soldados-mercenário armados até os dentes com fiapos de sangue e carne nos dentes amarram suas faixas de Gaza tampando suas janelas, já que alma duvida-se que tenham. Seus olhos estão nas pontas dos dedos que apertam gatilhos mutilando famílias, carimbando passaportes com passagem só de ida.

Enquanto do outro lado do mundo caçam símbolos terroristas, vivemos aqui e agora centenas de conflitos internos, nascendo, morrendo, convivendo com abismos e limites, medindo em balanças valores e sentimentos, tentando avaliar e perceber o que realmente vale a pena.

Que bom que, segundo os ensinamentos de Krishna, a alma é parte tão minúscula, menor que átomos, e por isso não pode ser feriada ou danificada por faca, gás, fogo, água, por nada. É a parte tão certa da grande alma da suprema divindade, portando temos parte da grande existência divina, que nos acolhe e mostra o caminho.

Basta-nos cultivar o amor, amizade, compaixão, entrega sincera sem esperar em troca, viver plenamente felizes sabendo compreender que cada momento tem sua importância fundamental.

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Ouvindo: Fresno

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* “Astronauta“, de Gabriel O Pensdor

dai-me (2)

Dai-me fraqueza
pois me agrada não ser da realeza
encostar-me em flores, tortas paredes
viver a vida, a cor da beleza

Dai-me paz
de encanto, encantos mil
servil e passional
nunca escravo, nunca senhor

Dai-me alegria
pois de riso a vida se faz
de encanto, encontro, o coração se preenche
de plena que a vida é quando é vida.

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> Inspirado (ou continuação) num outro post: dai-me

 

sabia que …

Sabem que eu sou uma pessoa meio nostálgica, né? Daquele do tipo que gosta de ver as coisas no lugar, de saber que pode ter, ao menos ver, … ao menos imaginar as pessoas próximas. Talvez só alguém à moda antiga, que de moda não entende lá muita coisa, mas de antigo, acaba vendo um certo futuro… ou melhor deixar pra lá. Alguém de reticências (…) e alguns risos (rsrs).

Que se dane filosofar. Filosofamos diariamente, ao viver a vida.

Mas uma das coisas que me reservo ao direito é de ser aquele tipo de pessoa que valoriza certas coisas (espero que boas). E sendo assim, parecendo um vovô do setor (tá bom, um tiozinho descolado e cabeludo), mas já virei várias páginas lá onde trabalho. Recebi, compartilhei, aprendi (muito e sempre), mas infelizmente às vezes chega o momento da despedida. A minha sorte é que até hoje nenhuma despedida foi um “adeus”, às vezes é um “aparece qualquer dia pra almoçar ou bater um papo” ou “te mando e-mail com aquelas paradas” ou “pode me ligar pro que precisar” ou “pode contar comigo sempre” ou “te ligo amanhã sem falta” ou “amanhã nos vemos de novo, não vai se livrar de mim assim tão fácil” ou “te amo”. Mesmo as despedidas meio doloridas, aquelas que não se poderia nem imaginar, mas nada de ruim fica. E é cada página dessa que faz a vida valer a pena, se não são as pessoas que a gente conhece, as coisas que a gente aprende, ensina, compartilha, as boas marcas que ficam registradas na nossa mente e coração, sem isso nada valeria, nada faria sentido.

Por isso cada pessoa que passa ali para trabalhar, estudar, conviver conosco é única, importante e trás coisas novas, fatos novos, e de certa forma enxergamos a vida um pouco diferente, de outro ponto de vista, nos tocamos que precisamos atentar a tantas outras coisas e opiniões, que nos vemos (no bom sentido) ignorantemente “serer aprendizes”, crianças engatinhando na arte de viver a vida. E sabe o que as crianças fazem de melhor? Sorriem, perguntam, questionam, são mais lúdicas, criativas. E porque não poderíamos dizer que são mais vivas, diante disso tudo? Então cada nova amizade é um engatinhar junto, um “ver as novas cores na caixa de lápis de cor, e como elas se misturam no papel dando centenas de novas cores”.

Então agradeço essa oportunidade, de dar e receber, de conhecer, de ver cada pessoa nova fazer parte desta equipe, e com coração meio apertadinho quando ela vai embora, mas sabendo do sucesso que terá ao vivenciar novas experiências.

Portanto agradeço a cada pessoa, cada amizade você fazer parte disso.

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Adaptado do e-mail de despedida que enviei para equipe da qual faço parte, em especial para a Lílian, que teve hoje o último dia de estágio.

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> Ouvindo: Punkake