aquecimento global, ficção ou realidade?

Apoiando a iniciativa e campanha Tic Tac Tic Tac, e o Dia de Ação dos Blogs, pesquei aqui um texto de 2007 do meu antigo blog, dando uma repaginada no conteúdo.

Dia 18 de novembro de 2007, uma edição do Fantástico apresentou uma matéria sobre cientistas que participaram de um documentário alegando que o aquecimento global é uma farsa. Durante a semana anterior foi publicada no Jornal do Brasil a divulgação da pesquisa e relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) sobre as condições do nosso planeta. Lá os cientistas mostram as consequências das mudanças radicais de temperatura. Segundo eles, a grande causadora do efeito estufa, e consequentemente do aquecimento global, é a grande emissão de gases, sendo o principal o gás carbônico. Eles defendem que os governos devem tomar posicionamento firme e imediato no estabelecimento e diminuição da emissão de gases.

Por incrível que pareça, são os governos que indicam cientistas renomados para integrar esse grupo de pesquisa. Mas na hora dos governantes receberem as informações e cumprirem sua parte, eles ignoram e se negam a tomar as decisões. Muitos países pediram que o texto do relatório fosse reformulado,  “suavizando” a culpa dos países nesse caos ambiental. Ou seja, pura incoerência, uma tentativa de menosprezar e de certa forma censurar a pesquisa, ou seja, manipular a divulgação de seus resultados.

Outra corrente de cientistas, do tal documentário, diz que essa história de aquecimento global é uma farsa, realmente defende e acredita nisso, ou seja, não acham que a mudança climática é tão grave quanto dizem, e que isso seja realmente consequência da emissão de gás carbônico. Pelos estudos desses, antes mesmo do “boom” da emissão de gazes, já era perceptível o aumento da temperatura do planeta, ou seja, não são os gazes responsáveis pelo aumento da temperatura. Ainda por cima dizem que é justamente ao contrário, ou seja, que o aumento da temperatura que é responsável pelo aumento da concentração de gazes nocivos.

Mas afinal de contas, o que é ou não verdade? Existe mídia e discussão defendendo ambos os lados. Qual a causa, qual o efeito real disso tudo não sabemos (ainda) – ou muitos não querem realmente explicar. Mas o que sabemos e o que sofremos são as consequências: sim, a temperatura está aumentando (ou baixando em determinadas regiões), florestas sumindo, geleiras descongelando, inundações, furacões, maremotos… isso é inegável.

Já está mais do que na hora de tomarmos consciência de que estamos num caminho que a princípio não está nos mostrando saída. Pode continuar aumentando 1 grau nos próximos 125 anos, ou pode aumentar 1 grau a cada ano! Cada vez mais estamos impedindo nosso planeta de respirar, tampando sua “pele” com estradas asfaltadas, um imenso tapete de petróleo quase impermeável. Deixa de existir mais terra e floresta, para ter mais asfalto, concreto, edificações, pessoas. Pessoas que não terão memória do que é pôr pés no chão. Estamos “encapando” nosso planeta, aos poucos nos destruindo. E isso tem que parar. Devemos pensar soluções para diminuir a emissão de poluentes, fazer uso e consumo consciente de bens duráveis ou não. Devemos fazer uso consciente de nós mesmos e do nosso planeta, pois é o que somos… para poder então poder sonhar com o amanhã.

Em 2007 já era crítica assim a situação. Hoje, entre “eco-chatos” e “eco-bags” (que às vezes não tem nada de eco), nosso consumismo desenfreado está nos matando. A cada pedaço de carne, desperdiçamos no processo de produção milhares de litros de água. Vale lembrar que não só as indústrias as vilãs da emissão de gazes, toda a cadeia, inclusive nós consumidores somos responsáveis. Até a agricultura, mesmo que não pareça, está nessa mira, pois o grande volume de água utilizado no planeta é mais da metade consumido aí. Vale lembrar ainda que o desperdício está em nossas torneiras jorrando à toa diariamente.

Os filmes de ação, que custam bilhões por produção, e que nós cínica e cegamente assistimos no cinema, hoje são a mais pura realidade, o mundo está esgotado, saturado de poluição, descaso e desrespeito. Estamos nos condenando. E não adianta buscar solução lá na Lua… Antes de tudo, falta educação e respeito.

Falando Nisso:

Hoje no Yahoo: “Avião movido a energia solar?” Busca de uma alternativa para avião que não produz poluentes.

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ah, mundo capitalista

“Onde se plantando tudo dá.” Isso foi há tempos, e deste solo fértil brasileiro ainda há chance de brotar mais e mais, pois nossa natureza é mais mãe e humana que a própria gente que passeia e maltrata o solo, nosso único e verdadeiro bem que nos dá retorno real. É bom ter o melhor bem e ele efetivamente não precisar ser nosso, pois mesmo documentos de posse nunca garantirão o domínio real, pleno e verdadeiro.

O grande problema é que aqui, além de amor e sementes, se planta muita desordem e corrupção.

Nosso povo cordial, há muito se deixou contaminar pela brutalidade da perdição humana. Há muito nosso povo, de corpo fraco e preguiçoso, ganhou músculos e se acostumou com o trabalho pesado. Isso fez brotar veias escuras e secas em cérebros bombados, inflados de “nada”.

Ah, mundo CAPETAlista. Que a natureza nos ajude, mostrando que podemos ser melhores, livrai-nos do mau, e dai-nos a paz e sabedoria, e sobretudo, força de vontade para sermos seres HUMANOS melhores, pois nossa existência, e permanência nesse mesmo mundo depende da nossa consciência.

publicidade no mundo da lua

Não diria que todos, mas a maioria dos estímulos que recebemos ao longo do nosso dia-a-dia, sejam visuais, táteis, sonoros, e às vezes até mesmo gustativo e olfativos, sejam fruto da publicidade. Infelizmente é assim, escolhendo ou não, somos bombardeados e entubados por preços, promoções, ofertas, novidades e “revoluções” que “precisamos ter”, e nos forçam a crer que sim, nós precisamos. E o pior, grande parte dessa enxurrada de propaganda é de péssima qualidade, sem falar no mal gosto.

Mas o que já teve seu charme e vanguarda, hoje não passa de grande maioria de “propaganda à varejo”. Não estou aqui querendo me referir somente aos anúncios de varejão, estou justamente dizendo que as propagandas em geral, mesmo o que é considerado o filé, puro suco, tem se tornado produto padrão de prateleira. Me refiro ao modo como a publicidade é pensada e feita hoje em dia, esse modo de proceder, fica muito a desejar, e vemos isso todos os dias. Agências pegam grandes contas, empresas anunciantes confiam nessas agências de grande nome e/ou “tradição”, e o que se vê são publicitários em seus clubinhos lançando peças para concorrer a prêmios da área, sem se preocupar muito com o foco que é anunciar e se comunicar com o público.

Há algum pouco tempo atrás, estava sendo veiculada uma propaganda de carro na televisão. Era um anúncio de queda de preço dos veículos, ou algo do tipo, mas os preços eram tão “convidativos” (segundo a propaganda) que foram anunciar na Lua (sim, lá mesmo, aonde provavelmente ninguém vá precisar de carro). Achei super estranho, mas enfim. Outro dia no carro com minha mãe, na rádio veio um spot de anúncio da mesma marca de veículos, e com a mesma temática, aquela voz, meio distorcida como vinda de um comunicador, e o cara falando que estava na Lua para anunciar a mega promoção do preço do carro. Fiquei imaginando, precisavam bolar uma ideia tão absurda ou superficial para falar que baixou o preço do carro? Mandar um cara à Lua para anunciar isso?

O que é esse comercial de supermercado onde uma mulher (de verdade) interage com um bebê (ilustração digital) e o bebê solta um pum? Nem se fosse um bebê bonitinho seria fofinho, é nojento.

E mais e mais vezes, quantas e quantas propagandas de cerveja superficiais e vazias, mulheres bonitas pra cá, mulher bonitas pra lá, redondo, frescura, bar, final de semana, balada, parece que todo dia é dia e todo lugar é lugar. Se for reparar nesses comerciais, a maioria é em bar e é sempre luz do dia, e nunca é cara de final de semana, ou seja, ninguém trabalha, ou é na praia. Agora “o preço é uma merrequinha… é nadica de nada”. Volta e meia lançam uma lata maior, uma lata menor, uma garrafa maior, uma garrafa menor, um rótulo especial… e o produto em si? Não tem novidade alguma, ou devem estar querendo esconder ou não deixar que as pessoas percebam que tem mais água que outra coisa. Ainda bem que não bebo, rs.

A ideia publicitária, nesse caso é que foi para o mundo da Lua mesmo. E o pior, saber que uma marca anunciante paga milhões para agências criarem campanhas desse tipo. É o sinal da falta de criatividade dessa galera de criação. Esses caras ganham contas muito altas, viram noites e noites, lidam com comportamento e contato com público de milhões de pessoas. É uma responsabilidade enorme estabelecer estabelecer essa comunicação de marca com seu público, e simplesmente, em alguns casos parece que estão desrespeitando ou chamando esse público de burros, sem cultura, ou achando que eles engolem qualquer propaganda ou produto, só porque tem um jingle que gruda na cabeça ou comercial com modelos lindas, ou piadinhas apelativas.

Bom seria se produtos e serviços simplesmente pudessem ser e existir sem a necessidade de publicidade. Ou melhor, alguns realmente não precisam, então porque forçar a barra para anunciá-los, ainda por cima de forma errada?

Mas existem casos que se salvam nessa selva de falta de criatividade, ainda bem.

o lixo e a cidade

Hoje passando pelo centro me senti numa sexta-feira em final de expediente, quando as montanhas de lixo ocupam as vias comerciais e históricas da cidade, catadores separando em pilhas papéis de um lado, plásticos de outro, latas, garrafas de outro e pegando o nojo dos restos de comidas esparramando o suco gástrico do estômago urbano.

Hoje não era dia dessa “seleção da coleta”, ao menos não entrei pelas ruelas vendo corpos metidos entre sacos separando lixo coletado. Mas havia um, cada vez mais habitual, cheiro de podre pelas ruas. O cheiro é do ralo sim, mas também é das galerias, é das lanchonetes, é das faxadas mijadas, dos becos, é das pessoas. A cidade fede cada vez mais, de manhã, de tarde e de noite, coitados dos que dormem nas ruas, nem devem mais sentir nada.

Fiquei realmente espantado com a quantidade de lixo que não é habitual em uma segunda-feira. Cada vez mais o lixo cresce, as carroças dos catadores está superfaturada, são montanas ambulantes, monumentos aos caos, esculturas-retratos de nossa medíocre existência. A quantidade de lixo cresce em proporção muito maior em relação a proporção em que cresce a cidade. Se formos realmente tentar calcular quantas toneladas de lixo produzimos por dia contra a quilometragem quadrada de área construída da cidade, acho que ficaríamos pasmos e passaríamos do prazo de validade.

Os rios que cortam o cenário urbano hoje já não passam de canais, e desemboques de esgotos à céu aberto ou por galerias encobertas para esconder a feiura que sai das nossas privadas. São Sebastião do Lixo de Janeiro, olhai por essa cidade que carrega, com vergonha, seu nome. Cidade-pet, cidade formada por garrafas de todos tipos de bebidas, formada por caixas de feira de madeira, latinhas de alumínio, formada de todos os tipos de papéis, plásticos…

A “urbanização” consome subindo morros, é aonde a teia urbana consegue crescer, e onde a falta de poder aquisitivo permite, ou onde o descaso público, político e social se esquece de estender as mãos. Destruimos morros, botamos à baixo, aterramos mares, construímos barreiras, mudamos de tal forma o cenário natural, a paisagem, que hoje é perfeitamente possível entender porque tantas e cada vez mais as pessoas fazem plásticas, que é muito mais fácil, simples, rápido e barato do que construir um novo e sem sentido Aterro  para embelezar e amansar a orla. Em conpensação crescem as montanhas de sacos de lixo pelas ruas, crescem os aterros sanitários, que não passam de absurdas insanidades.

A cidade está cada vez mais quente, e isso faz cozinhar e feder cada vez mais e pior esse caldo de lixo podre nas caçambas e caminhões de lixo. Esse chorume corre nas veias e avenidas urbanas, gruda nos nossos tênis, fica na nossa mente que banho algum é capaz de tirar.

É lamentável mesmo, mas cada um de nós produz muitos sacos de lixo, que pode ou não ser reaproveitado. Mas no final, nós é que acabaremos no saco preto, nossa última contribuição para o nosso lixo urbano de cada dia.

associação para o crime

Que tal rirmos um pouco da crise econômico-financeira mundial? Pouco podemos fazer mesmo, pois os cara lá que mandam nesses modelos ridículos e falidos que vigoram há séculos. Crise após crise e ninguém larga o osso. Depois reclamam da corrupção no Brasil, fala sério né?!

Escolher entre as migalhas gastas com saúde e educação ou os milhões gastos em obras grandiosas e frentes de guerra, com certeza é escolha certa as medidas de maior repercussão mundial. Prefeitos, governadores e presidentes são cada vez mais como grandes faraós, construindo grandes monumentos para deixar suas marcas na humanidade. Não importam valores, nações, seus nomes são o que querem escrever na história.

Grandes encontros internacionais hoje são cada vez mais comuns. Um dia o presidente está num país, seus ministros estão em outros, no dia seguinte outra cúpula discute o clima, outra discute a economia, e muito de vez em quando há as reuniões sobre os direitos humanos. Claro, o problema do clima mundial reflete profundamente na produção de recursos naturais, matérias primas, bens duráveis e não-duráveis, combustíveis. A economia é pauta de reunião em 99,9%  dos países, nações, e até … reuniões de condomínio. Tá, tudo bem, a ONU e representantes de alguns países sempre fazem presença nas reuniões sobre direitos humanos e a situação do homem no mundo, mas pouco se faz, isso é assunto mais de colunas policiais, que diga-se de passagem mostra quanto estamos cada vez mais afundando em filmes de terror.

Eu aqui me perdendo em desabafos, e nem arranhei o tema do título. A crise mundial está aí. Hum… me lembro uma música “a terceira guerra mundial está aí”… tá, tudo bem, não tem nada a ver com a música, mas se pararmos para pensar, talvez nem cheguemos a presenciar uma nova guerra mundial (se é que ela já não ocorreu e nem percebemos, ou percebemos sim, mas nenhum historiador ou governante assumiu publicamente o fato e nomeou dessa forma). A nova guerra é interna, não tem hora nem lugar, é introspectiva, é 2.0, cada um tem a sua. Fico imaginando um grande presidente de uma grande nação aí de bandeira conhecida mundialmente, como ele deve se amar e se odiar todo dia ao se olhar no espelho pela manhã, que horror!

As cúpulas se reuniram, Europa, Américas… estão todos tentando injetar grana para salvar os bancos, são coniventes, cúmplices, comparsas da incompetência. Os bancos quebram, ou quase,as pessoas querem desesperadamente créditos, os mercados só sobrevivem se as pessoas comprarem, e as indústrias não conseguem parar de produzir. Ou seja, um colapso, uma locomotiva que queima lenha, óleo, gás, dinheiro, pessoas, cuja caldeira aquece o planeta, o clima, a fumaça estupra a camada de ozônio, e rasga os trilhos em velocidade alucinada. Como ninguém gosta de medida drástica, ninguém tem coragem de assumir o caminho óbvio e fácil, de parar a locomotiva, na minha opinião seria tão simples. Eles têm medo de “quebrar a corrente”, de desaquecer a economia. Desculpa boba perto do momento que passamos, convenhamos, né!? Os bancos são instituições especulativas e obscuras, que usam a máquina da economia para multiplicar dinheiro. Mas estão mais do que assumidamente vestindo a camisa da incompetência, mostrando que são péssimos gestores. E os presidentes de nações querem comprar a briga, dando crédito para os bancos repassarem crédito (que não fazem)… “reaquecer o trade”. Associação para o crime, de desrespeito à economia, e valores humanos. Não há ninguém limpo na parada.

A minha esperança era que tudo quebrasse mesmo, para que caíssem as máscaras e as pessoas tomassem vergonha na cara. A África sofre de miséria, e ninguém investe milhões para salvar. Mas os bancos… vamos pensar!