acabou de começar, há algum tempo

2011-11-17_08-39-28Antes do fim, o tudo
começamos no meio
pegamos o bonde andando
aprendemos bem depois (o tempo todo)
a caminhar, falar, reclamar
e a fazer o certo e o errado
mas chorar nasce junto com a gente

andar de bicicleta é como ganhar liberdade
do barquinho de papel ao primeiro e medroso voo
logo o rapazinho sonha em ir a Lua
e o que falar da televisão?
não se sabe se é a imaginação que a alimenta
ou se a imaginação é que se inspira nela

uma folha em branco
pode se preencher de planos
e os planos nortearem vidas
ou destruí-las
o papel lava o pão que alimenta
o papel na mão da criança para colorir
o lenço de papel para enxugar lágrimas
o papel, a tesoura e a pedra
o lúdico prazer de reinventar a realidade

do pó ao pão
da semente ao fruto
da lágrima ao borrão das burradas na vida
da seiva à nanotecnologia
da mordida ao paraíso
do pecado ao fruto da nova vida

e o fim de cada texto
são reticências…
deixa brotar o que vier
e então foi, é e será só o começo.

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arma-te

Em tempos de violência: arma-te
em tempos de paz: arma-te

entre amigos: arma-te
entre inimigos, mais ainda: arma-te

retirar da embalagem
conferir as partes
desmontar, limpar, remontar e checar
munição à postos
carregar… DISPARAR!
usar sem moderação

arma-te de amor
arma-te de carinho
de aconchego, afeto, abraços e olhares

disparando amor, sorrisos
alegrias que pegam em cheio e de surpresa
que causam benefícios irreversíveis
e porque não: maravilhosos

arma-te de bons sentimentos e boas energias
e todos responderão com o melhor de si que puderem oferecer.

poder: 140 caracteres ou 7 bilhões de consciências?

#ForaDaniel

Agora para tirar o corpo (e o corpúsculo) fora, o tal do Daniel (figura tão íntima do público, através da tela da BBB TV, mais íntimo ainda Monique Bolinada) diz que broxou. Fato é, se broxou não entrou, então melhor assumir a “falha” que assumir a falha. Ou melhor assumir a falta do que assumir a falha? Falha, falta ou pênalti o fato é que o modelão não marcou o gol, ou foi um gol de bola tão murcha de meia que a bolinada nem sentiu. Ou será que ela é mais uma dessas com duas ou mais cavidades entre as pernas, de tão aberta que não sente mais volumes? Perder o tato é algo muito preocupante.

Fato é que a TV Coronelista Imperialista Ditadora Globo de Futebol e Regatas (ou também conhecida como Grêmio Recreativo Escola de Samba Globo – vulgo Globeleza; ou Rede Globo de Televisão) é completamente tendenciosa e manipuladora. Não é o BBB que é um laboratório, é do lado de cá da poltrona (fora das telinhas) que está o verdadeiro laboratório e campo de testes dessa megalomaníaca corporação. Ela é sempre a politicamente correta, é sempre a menina dos olhos. A do governo quando lhe interessa ou da oposição quando lhe convém interesse. Às vezes fico tentando descobrir se realmente Brasília é um fundo de poço aonde acontece tanta corrupção, ou se a corrupção só existe (e existe sim, entre outras tantas coisas) por ser inventada pela necessidade de ter em pauta notícias para bolinar ou confundir as cabeças (e rabos) dos telespectadores.

#ForaBial

BBB é um parque de diversões, um campo de concentrações ou um estudo de caso antropológico que o Pedro Bial usa para discutir (só com ele mesmo) as questões que regem ou canibalizam a existência humana. Só pode ser esse o motivo para fazer o cara sair da cama ereto por levar tanto fervor em um programa-zoológico como aquele. Pedro Bial é o fã número 1 do BBB. Ou ele passa mão em muita bunda lá dentro, ou alguém é que lhe passa… muitas “estalecas” pra contar…

Alguém por favor constrói um muro bem alto e dá o furo de reportagem de mão beijada pro Bial cobrir a demolição eufórica da muralha. Liberta-te antes que te devorem a consciência.

#LuizaMandouUmBeijo

E não é que a menina voltou do Canadá? Antes ficasse por lá. Virar rit no Jornal Nacional, Fantástico e Jornal hoje só dá panos para manga e baliza, e praticamente formaliza de vez a [ “falta de credibilidade do jornalismo globístico” ].

Ela virar celebridade instantânea na internet, até vai, internet é uma peneira sem rede, sem filtro. Impressionante o volume de gente falando sobre a moça, e depois que a coisa está quase acabando é que essas mesmas pessoas realmente entendem quem é, o que faz, do que se trata e o que foi isso tudo. E mais impressionante: a coisa mais boçal do mundo. É como se eu desse um “oi” pro meu vizinho e 170 milhões de pessoas seguissem isso. Gente, virei cool! =)

#ForaAdriano

Esse sim merece o título de Nobel da Paz (não o Obama, farsa), pois consegue ser inocentado de tudo, rapaz tão inocente e inofensivo, com certeza é orgulho da mamãe, do papai, até do Bruno e do Macarrão, da torcida do Flamengo e do Corinthians, orgulho da comunidade. Tudo acontece a sua volta, mas ele nunca se envolve, nunca tem culpa, não sabe e tem sempre razão. Rapaz tem um santo forte ou algum campo de força muito bom.

É o poder da mídia X o poder da consciência. E podemos escolhos qual lado seguir.

~ ~ ~
Um post de Chico Vereza no blog Jornalirismo me gerou comentário e reflexão sobre o assunto.

gigante

Gigante não é aquele avantajado em tamanho. Pode ser pequeno, magro, mirradinho, “cadinho de gente”, quase invisível aos outros, imperceptível aos olhos cegos de não ver, mas contagiante às mentes e corações que sabem sentir. Mas gigante mesmo é aquele que se engrandece de dentro para fora. Que tem no tamanho, seja pequeno ou não, uma presença e uma força que compartilha algo puro e bom com todos a sua volta.

 

Gigante é aquele que não se precisa medir o tamanho.

gêmeo

Saudade de você, meu amigo
da inocência do tempo de dividir uma mesa e criarmos juntos
da inocência de falar sobre a vida,
leve, simples, difícil… que se dane
de compartilhar o fone de ouvido
conhecendo nossos sons
de fazer planos
de me sentir tão empolgantemente jovem

saudade de ter um irmão quase gêmeo
e de como sabia rir das bobeiras e encarar muito mais fácil os problemas
ou como eles pareciam bem menores
bastava um rock e, fácil, tudo bem.

~ ~ ~
Ouvindo: Couting Crows – Mr. Jones

esse…

Esse telefone que não nos deixa conversar
a falta de coragem que não nos deixa mudar
a falta de perspectivas que desmotiva o acreditar

ligo, penso … e sinto
este mesmo que sou
busco o que acredito
não me acho naquilo que é externo a mim mesmo
nem poderia
não nado mares aos quais não pertenço
não sou penetra
esse não sou eu

minhas mãos, mente e alma, o que faço são minhas credenciais
não me abrem todas as portas
mas as que julgo certas
ao menos para mim

minhas experiências não são as mais louváveis ou diferenciais (para mim são)
não me julgo melhor que ninguém
nem maior
prefiro a humildade e o respeito
principalmente a mim mesmo

essa conversa que não é de telefonar
o que precisa ser dito ou só por desabafar
verdadeiro e sincero é minha forma de buscar um sonhar.

mostrai-me e devorar-me-ei

Se me conhece
me mostre que sou, como sou, porque sou
se me compreende
me explique quem sou
se me vê
me leve ao espelho para me enxergar
se me ouve
me projete voz para que escute mais que só meu eco

sou expectativa de mim mesmo
incompleto, incerto, incógnito
me quero conhecer
ser, me ver, me tocar… me sentir
me embrenhar no meu eu
achar-me em mim
eu que sou
sem saber que sou
para enfim poder ser.

cidade-vulcão

As artérias da cidade acesas
glóbulos, corpos, corpúsculos, minúsculos
fluxo de luzes e vida
vida de fluxos intensos
como lava, cor de fogo
fluido movimento urbano
se embrenhando emaranhado
se revelando acordado
caminhos sinuosos
curvas suaves, curvas fechadas
cortando serras, vales, planos
escavando túneis por dentro de morros

os algodões de nuvens em céu azul
logo dão lugar a noite que vem chegando
a Lua tão pertinho
o azul ficando escuro

a cidade tão linda acesa
imenso organismo vivo
o maraca, o trabalho, a serra
passei batido por minha casa sem conseguir vê-la
na noite que cai fica mais difícil

a festa dos barcos na baía
petroleiros, rebocadores e balsas
até mesmo plataformas de rico ouro negro
mais pareciam moradores do imenso azul
a saldar imitando e refletindo o brilho das estrelas
parecia reveillon, festa das luzes

o frio na barriga
da curva das asas cruzando o ar sem estrada
faz que vira, faz que engana
faz que encanta de aventura
faz que quase se derrama

eu com inocência infantil
parecendo mais com o garoto a minha frente
curioso e desconcertante  a perguntar ao pai
coisas que só criança pode perguntar e apreciar
e eu na janelinha a espiar e a sorrir
feliz por ver a tardinha que vai
o barquinho que vem
e o samba no avião nem desandou do compasso
nem caiu nas águas de agosto
caiu foi na graça de um coração um pouco poeta hoje.

então pare de reclamar e vá beber água

Em vez de pensar no infinito distante, comece com o agora, com o próximo, com o horizonte distante. Antes de alcançar o infinito dê pulinhos de felicidade, suba cada degrau, escale um pé de feijão, se permita escorregar um pouco e cair em folhas e nuvens, se permita cair para cima e acordar deitando-se.

Para todo mal há de ter uma razão e um engrandecimento justificável. Para toda insegurança há um abraço, uma carícia, nem que seja no ego para torná-lo manso e sincero. Para 70% daquilo que nos atinge por dentro ou por fora podemos com água curar, com água nos transformar, e para os outros 30% há de mais águas rolarem, lavando e expandindo nossa percepção sobre a consciência e conhecimento próprio.

tenho aqui comigo

Tenho aqui comigo um quê de não sei o que, de nada sei, de pouco sei, de sei lá o que.
Carrego comigo a incerteza, a dúvida, a dívida de nunca acertar-me.
Dívida, dúvida, resta muito, resta pouco, resta um.

Fica a dúvida: se carrego a incerteza então carrego nada enfim?
Se carrego uma sacola de dúvidas, carrego então um mundo de possibilidades.
Se e então, carrego mil e uma coisas, os desenhos que vejo e verei nas nuvens.

Arco-íris e sonhos, amizades, amores, sentimentos, descobertas.
Nada, cheio de vaio, vazio no cheio de tanta coisa.
É tudo enfim.

~ ~ ~
Ouvindo: Tiê